Eu poderia estar muito chateada, muito mesmo, mas de Rancor eu prefiro o Amor. Uns tempos atrás eu cometi dois erros que acarretaram um constrangimento a um frequentador da Academia. Eu dei troco quando não poderia e não cobrei a totalidade que ele devia.
Passado o tempo o sistema da catraca travou a entrada dele e tivemos um embate feio. Ele me disse muita coisa, uma delas foi me perguntar em tom irônico: "Você é advogada, não é?" Ele sabe que sou. Dentre outros impropérios ele também disse que comigo não dá pra negociar etc.. Fiquei sabendo depois que ele declarou que eu não fui humilde pra reconhecer os meus erros.
É, realmente no momento da briga eu e nenhum outro imperfeito como eu reconheceria que errou. Todavia, depois que a poeira abaixou eu declarei: Eu errei!! Disse isso tanto para o Marido, que ouviu um monte de coisas da pessoa ofendida, quanto para outra funcionária da Academia. Errei! EU ERREI! Dei R$ 5,00 de troco que não deveria e não cobrei os R$ 5,00 que faltava para completar a mensalidade.
Eu fiz o seguinte: a mensalidade custa R$ 55,00. Eu pensei que ele havia me dado R$ 60,00, voltei R$ 5,00 de troco. Depois me dei conta de que ele me deu apenas R$ 50,00, ou seja, faltava dinheiro ainda. No momento do pagamento ele me perguntou se a mensalidade não havia aumentado. Como eu imaginava estar certo, não entendi o questionamento.
Vou repetir mais uma vez: EU ERREI!! Pra que não haja dúvida. A parte dele ter feito um tumulto, ter gritado comigo etc eu "deixo" com ele, como ele mesmo disse: defendendo seus direitos. Que assim seja. EU ERREI!
Nem vou explicar muito o que o Marido disse a este respeito porque não quero ouvir de novo, aqui na minha cabeça, que "o cliente sempre tem razão". Na época eu questionei se o cliente pode humilhar quem lhe atende, e ouvi a mesma frase rota.
Eu e gosto do cara, ou gostava, sei lá. Ele hoje não olha na minha cara, passa pela recepção como se eu não existisse, já entrou de capacete me ignorando TOTAL. Dias atrás eu lhe pedi cinco minutos para uma conversa. Minha intenção era realmente de lhe pedir desculpas, reconhecer o meu erro e acabar com o mal estar.
Sei que você, intrépido leitor, pode estar se dizendo "manda este cara a merda", mas onde fica a caridade cristã? Caridade não apenas com ele, comigo mesmo, porque afinal, carregar tal mágoa faz mal a mim mesma. E que dirigente espírita eu seria se não praticasse o Perdão, ofertando-o ou Pedindo-o? Seria meio hipócrita da minha parte eu pregar o Evangelho de Jesus de acordo com a Doutrina Espírita e praticar algo contrário a isso, não é?!
Hoje ele veio pagar a mensalidade. Confesso que esperava pegá-lo nesta data. Qual não foi a minha surpresa, ele se aproveitou do fato do Marido estar ao meu lado na recepção e se dirigindo a ele somente, pediu para pagar o débito. Nesse momento eu me senti um LIXO! Fique profundamente magoada e ofendida. Olha o orgulho de volta!
Abri um site espírita. Li algumas mensagens sobre o Perdão e cheguei a conclusão de que a minha parte eu tentei fazer. Eu nunca quis causar a ele nenhum constrangimento. Não agi com malícia ou má intenção. Se um dia eu tiver a oportunidade de ter com ele, procurarei tratá-lo com respeito e carinho. A mágoa já não mora mais em mim. Se mora nele, eu nada posso fazer se assim ele não quiser...que pena
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