Escreve, senti, imprimi, exprime sentimentos bons como também os ruins... exorcizando os fantasma e os medos
quinta-feira, 13 de abril de 2017
O Machismo nosso de cada dia
Já mencionei aqui que estou assistindo o BBB 17. Sim, eu sei que este programa não me acrescenta muita coisa, mas é um dos programas que consigo assistir depois que a Marcela nasceu. Nesse horário ela está dormindo, depois de muito custo.
O participante Marcos foi eliminado por ter agredido a participante Emilly. O que pra mim demorou muito. Ele vinha dando indícios de sua violência desde o dia em que roubou um beijo de Emilly. Quando eu digo "roubou um beijo" soa meio romântico a coisa, mas isso não condiz com a realidade. O cara segurou o rosto da moça e a forçou beijá-lo. E seu discurso depois foi algo do tipo, você me permitiu fazer isso sem palavras.
Todas as atitudes dele me revoltam. Desde a agressão mais evidente até os discursos machistas. Em uma festa Emilly reclamou que ele havia servido pouca bebida a ela. Ele pegou a garrafa e ela tentou pegar a mesma, e ele disse que ela não deveria fazer isso, porque no entender dele é feio mulher segurar garrafa de bebida.
Feio por que, meu caro? Ele faz parte do grupo que acredita que mulher não pode falar palavrão, não pode sair sozinha a qualquer hora, não pode usar determinadas roupas, caso contrário será estuprada. Ele tem a mente tacanha e limitada de crer que um tipo de roupa diz sobre nosso caráter. O que infelizmente a maior parte da população acredita também. Homens e mulheres acreditam nessas sandices.
Eu acredito que NINGUÉM deva falar palavrão. Eu acredito que TODOS devem tomar cuidado por onde andam para não serem assaltados. Eu acredito que a ROUPA NÃO FAZ O MONGE. Não acho legal embriaguez porque se você é do tipo bêbado chato, vai estragar a festa alheia, seja você homem ou mulher. Quer encher a cara? Fica em casa! Assim não corre o risco de pegar um carro estando bêbado. E somente beba demais se for do tipo bebum elegante, e volte pra casa de táxi.
Depois de ser mãe meu lado feminista urra de revolta. Por que? Porque eu nunca sofri tanto com o machismo como sofro agora. Eu sou responsável pelo bem estar da Marcela. 7 dias por semana, 24 horas por dia eu zelo por ela. Aí vem um cretino me dizer que isso é totalmente normal, afinal eu sou a mãe!.
PORRA! E cadê o pai? Eu fiz esta criança com o dedo? Este texto não é para criticar meu Marido, mas sim para dar um puxão de orelha àqueles que nos cercam. Outro dia nós estávamos no Centro Espírita em Paraguaçu Paulista. A Marcela não parava quieta e o meu Marido a pegou no colo e foi passear, proporcionando a mim tranquilidade par assistir a palestra.
No final da sessão, se aproximou uma senhora e elogiou o fato dele ter pego a minha filha para acalmá-la, como se fosse um fato heroico dele. Putz, ele foi gentil, concordo, mas não foi algo que mereça parada militar e busto em praça pública. Quando eu faço a mesma gentileza quando estamos na missa (meu Marido é católico) ninguém vem me dar parabéns.
Eu não estou revindicando louros, estou apenas querendo dizer que NÓS DOIS temos tarefas e responsabilidades com a nossa filha. Isso é só um aspecto do machismo. O Brasil tem altos índices de violência contra mulher, e não é a verdade real, porque o que se computa é apenas o que se tornaram queixas nas delegacias, e os casos que não são denunciados?
Eu estava assistindo na internet a entrevista que o professor e historiador Leandro Karnal deu ao programa Espelho, com Lázaro Ramos, nele ele declara que a "piada racista, homofóbica, misógena é o início da violência". Parei para refletir sobre isso, e a ficha caiu total.
Ao se dizer: Mulher no volante perigo constante, ou, declarar que uma mulher estressada, na realidade está na TPM, se inicia a violência porque dá a permissão à quem diz de não respeitar, de limitar a mulher a um patamar inferior e que de lá não deva sair. Ultrapassamos a geração que se orgulhava dos seus preconceitos ou se silenciava quanto aos mesmos. Estamos na era de se indignar e revelar que está errado agir assim. Não, meu intrépido leitor, o mundo não está mais chato, está ficando cada vez mais Justo!
Todas as atitudes dele me revoltam. Desde a agressão mais evidente até os discursos machistas. Em uma festa Emilly reclamou que ele havia servido pouca bebida a ela. Ele pegou a garrafa e ela tentou pegar a mesma, e ele disse que ela não deveria fazer isso, porque no entender dele é feio mulher segurar garrafa de bebida.
Feio por que, meu caro? Ele faz parte do grupo que acredita que mulher não pode falar palavrão, não pode sair sozinha a qualquer hora, não pode usar determinadas roupas, caso contrário será estuprada. Ele tem a mente tacanha e limitada de crer que um tipo de roupa diz sobre nosso caráter. O que infelizmente a maior parte da população acredita também. Homens e mulheres acreditam nessas sandices.
Eu acredito que NINGUÉM deva falar palavrão. Eu acredito que TODOS devem tomar cuidado por onde andam para não serem assaltados. Eu acredito que a ROUPA NÃO FAZ O MONGE. Não acho legal embriaguez porque se você é do tipo bêbado chato, vai estragar a festa alheia, seja você homem ou mulher. Quer encher a cara? Fica em casa! Assim não corre o risco de pegar um carro estando bêbado. E somente beba demais se for do tipo bebum elegante, e volte pra casa de táxi.
Depois de ser mãe meu lado feminista urra de revolta. Por que? Porque eu nunca sofri tanto com o machismo como sofro agora. Eu sou responsável pelo bem estar da Marcela. 7 dias por semana, 24 horas por dia eu zelo por ela. Aí vem um cretino me dizer que isso é totalmente normal, afinal eu sou a mãe!.
PORRA! E cadê o pai? Eu fiz esta criança com o dedo? Este texto não é para criticar meu Marido, mas sim para dar um puxão de orelha àqueles que nos cercam. Outro dia nós estávamos no Centro Espírita em Paraguaçu Paulista. A Marcela não parava quieta e o meu Marido a pegou no colo e foi passear, proporcionando a mim tranquilidade par assistir a palestra.
No final da sessão, se aproximou uma senhora e elogiou o fato dele ter pego a minha filha para acalmá-la, como se fosse um fato heroico dele. Putz, ele foi gentil, concordo, mas não foi algo que mereça parada militar e busto em praça pública. Quando eu faço a mesma gentileza quando estamos na missa (meu Marido é católico) ninguém vem me dar parabéns.
Eu não estou revindicando louros, estou apenas querendo dizer que NÓS DOIS temos tarefas e responsabilidades com a nossa filha. Isso é só um aspecto do machismo. O Brasil tem altos índices de violência contra mulher, e não é a verdade real, porque o que se computa é apenas o que se tornaram queixas nas delegacias, e os casos que não são denunciados?
Eu estava assistindo na internet a entrevista que o professor e historiador Leandro Karnal deu ao programa Espelho, com Lázaro Ramos, nele ele declara que a "piada racista, homofóbica, misógena é o início da violência". Parei para refletir sobre isso, e a ficha caiu total.
Ao se dizer: Mulher no volante perigo constante, ou, declarar que uma mulher estressada, na realidade está na TPM, se inicia a violência porque dá a permissão à quem diz de não respeitar, de limitar a mulher a um patamar inferior e que de lá não deva sair. Ultrapassamos a geração que se orgulhava dos seus preconceitos ou se silenciava quanto aos mesmos. Estamos na era de se indignar e revelar que está errado agir assim. Não, meu intrépido leitor, o mundo não está mais chato, está ficando cada vez mais Justo!
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Rapidinhas com a Nilka - Julgamento
Briguei com uma pessoa esta semana. No embate, falávamos de como eu deveria ser ou não. Em outro cenário, com outros personagens, ou melhor dizendo, no Big Brother Brasil 17. Sim, eu assisto isto, me julguem! Um participante dizia como outro deveria ser porque assim seria alguém mais bem quisto, e eu pergunto, ser mais legalzinho a que propósito?
As pessoas estão com um modelo de ser certinho e convencional e tudo o que for fora disso é imoral, ilegal e engorda. O Facebook e outras redes sociais são culpados por este padrão comercial de margarina que todo mundo deve seguir.
Parece que se ter tristeza, frustrações e bicho de pé não cabem nessa nova sociedade onde todos devem ser líderes, pro ativos. Isso deprime, isso ofende e escraviza. Cadê aqueles jovens com ideais mais humanitários e menos entorno de seus próprios umbigos?
Eu cresci com amigos que, assim como eu, queriam mudar o mundo. Nós queríamos fazer a diferença. Hoje parece que a ordem do dia é fazer diferente para se ter fama. Seguir um padrão para ser conhecido e seguido, não importando como se atinge esta meta.
A pessoa em questão com quem eu briguei me chamou de lerda. Para os padrões DELA, eu sou lerda, por que ELA teria feito a minha tarefa de maneira mais rápida e eficiente. Eu retruquei que isso era a análise DELA e que não seria uma verdade absoluta. Disse que lerda era a senhora mãe dela que a pariu, que poderia ter ficado quietinha e feito um bem a humanidade. Porque eu sou dessas: ataco pra matar! Pela resposta atacando outra mulher, eu mereço puxões de orelha, e só. EU NÃO SOU LERDA!
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