Um quarto de hotel. Ele deitado e coberto até o último fio de cabelo, febril. Ela entra no quarto nervosa, busca-o. Verifica a temperatura. É febre mesmo, uma alta temperatura sem explicações e nem causa conhecida, o médico já havia diagnosticado. Sentada na beirada da cama o escuta amuado reclamar de tudo, nada está bom.
Sem entender ela o questiona: O que comeu? O que bebeu? Pegou friagem? Friagem? Você não é minha mãe, vocifera ele assustando-a. Deixa de ser infantil, realmente não sou sua mãe, mas se tivesse 2 anos a mais poderia adotá-lo, responde ela, deixando-o mais Puto da vida.
Ele não está tão ruim assim, pensa ela. Ela vai me deixar assim, concatena ele.
Antes de sair um beijo na testa e um resmungo, algo do tipo, se cuida e uma única e verdadeira resposta, não era bem isso que eu queria, mas vá lá. Ela já saí quando o ouve e no mesmo pé retorna.
Eu sei o que você quer, agarrando-o pelos cabelos, algo que eu desejei na primeira vez que te vi. Faminta ela o beija na boca e se deita sobre seu corpo... vou cuidar de você, meu Menino...
