domingo, 30 de janeiro de 2011

Esmerada

...ela quase se perde na profundidade daqueles olhos verdes
Naquela noite eles eram verdes e ele já havia advertido quanto a isso
Mas como resistir? Logo ali, entregue, sendo oferecida a jóia mais rara que ela poderia receber de presente... o seu coração na recém frase “dita” na internet.
Mais uma vez ela se deixava hipnotizar por aqueles olhos e eles lhe diziam que ele a amará por completo, de corpo e alma...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Felicidade

Ontem no Centro Espírita Francisco de Assis, onde eu frequento e estudo a doutrina espírita, mais uma vez eu fiz o Evangelho. Mas sem a Eli, meu discurso fica pequeno porque ela abrilhanta e complementa o que eu falo.

E ontem eu falei da Felicidade e aproveito o meu blog para questionar os que eventualmente passem por aqui: O que te faz feliz?

Um feriado, um carro novo, um amor correspondido, saúde, a presença da família? Ainda somos muito limitados e cremos que o TER é sinônimo de SER FELIZ. Não está de todo errado, eu disse, de todo.

Não é errado querer mudar de vida, mudar de emprego para ter uma remuneração melhor, ou querer bens materiais. O equívoco está em somente querer estes tipos de bens e se esquecer do essencial.

Deus nos emprestou tudo isso, como também emprestou os nossos corpos. Assim que Ele determinar, nós deixamos esta Terra em um estalo. Os carros, as jóias e até nossos corpos ficarão e conosco levaremos as caridades que praticamos, a bondade, a fé, o amor pelos nossos entes e a alma livre dos vícios se os conseguimos extirpar, é claro.

Não serei hipócrita em dizer que não me preocupo com isso, que não adoraria ter uma casa bonita e um carrão, mas também me faria muito feliz conseguir burilar os defeitos que adquiri nestas muitas encarnações vividas (espiritismo acredita nisso, lembram?) e minha felicidade seria plena se eu conseguisse fazer as pazes com meus credores dessas mesmas outras encarnações e não angariar mais nesta em que vivo.

Para encerrar, tomo como minha o texto escrito no final da Instrução dos Espíritos, Capítulo 16 do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo:

"Põe a tua riqueza sobre uma base segura e que te garantirá grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deve servir-te como a de ouro; difunde em teu redor os benefícios da instrução, distribui aos teus irmãos os tesouros do amor, que eles frutificarão."

Deus nos abençoe!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Espera

... chove torrencialmente porem a maior tempestade está em mim
expectativas, receios, dúvidas que poderiam se tornar Medos, com ême maiúsculo.
O cheiro bom de terra e mato molhado é reconfortante, mas a espera não!
Ouço barulho à porta e frio no Estômago... Chegou?
Estico o braço até a maçaneta, mas creio que seria melhor a sentimentalidade entrar por ela mesma...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A mulher ideal

Este texto não foi escrito por mim. Está no site espírita chamado Momento Espírita, do Paraná. Eu adorei a narrativa. Confesso que já escrevi algo semelhante, porem muito modesto e em ambos estilos líricos (feminino e masculino). Todavia, sem dúvidas este traz em si muito do que eu quero sentir e expressar. Espero que gostem...

Não se esqueçam de se inscrever no concurso de Muso e Musa Inspiradores. Vão até o post do dia 08/01/11!!!


Afixado em um mural, estava o cartaz chamativo: Procura-se uma mulher.

Que mulher seria? O autor colocou em prosa o seu anseio nos seguintes termos: Minha procura não é algo fácil.

Em meu caminhar por este mundo tenho conhecido todo tipo de pessoas, de todas as condições sociais. Mas, no final das contas, somente tem-se tratado de pessoas e o que eu procuro é uma mulher.

Uma mulher que não tema ser forte, segura e independente, porque com isso não perde sua feminilidade, pelo contrário, toma o lugar que lhe corresponde na evolução do casal humano.

Uma mulher disposta a descobrir e desenvolver todos os seus valores em potencial porque nós, os homens, jamais amadurecemos emocionalmente se temos companheiras, mães, ou irmãs que dão pouca importância ao crescimento como pessoas. A evolução supõe um crescimento compartilhado.

Uma mulher preparada e decidida, que não somente saiba o que fazer, mas como e quando fazer, porque assim será um respaldo para mim como eu, com prazer, o serei para ela.

Uma mulher que me ajude a ver-me como sou, não como acredito que sou. Que tenha tato para dizer meus defeitos no momento em que estou mais receptivo, para que aceite a crítica construtiva e possa, assim, florescer como pessoa.

Uma mulher que seja terna, sem perder a firmeza. Séria, sem chegar a ser solene. Desejosa de superar, sem sentir-se superior. Doce, sem ser melosa.

Uma mulher que seja minha companheira em tudo, desde estender a cama juntos até o adentrarmos em uma aventura intelectual, passando pela experiência de trabalhar ombro a ombro e percorrer um parque de bicicleta.

Uma mulher que não se alarme se alguma vez me vir chorar. Quero recuperar essa capacidade de expressão reprimida. Que me anime a permitir-me ser frágil e a pedir ajuda mesmo sendo um homem forte.

Uma mulher que não se deixe utilizar e que nunca manipule outro ser humano incluindo seu companheiro, pois não tem fundamento cair em uma dependência destrutiva, quando existe a alternativa luminosa de um enriquecimento recíproco.

Uma mulher que saiba que o homem foi denominado o ser mais elevado dos viventes, mas que ela, como mulher, foi concebida como a mais sublime das criações do Universo.

* * *

Sem dúvida, à mulher cabe uma importante quota de contribuição com a obra de Deus, oferecendo a sua sensibilidade e a sua inteligência em favor da vida.

Muito a propósito é a afirmação do Espírito da Verdade, na obra O Livro dos Espíritos, quando alerta que a tarefa delegada para a mulher é mais importante que a do homem.

Isso porque cabe a ela conduzir os homens, dando-lhes as primeiras noções de vida. Quando a mulher se decidir a educar e amar, instruir e orientar com firmeza e disposição, o mundo, mais rapidamente, mudará para melhor.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Uma mulher, de Rafael Martin del Campo, do livro Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana e no cap. 13 do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Procura-se Muso Inspirador

Aviso aos pretensos candidatos. Antes de se inscreverem, por favor, consultem um dicionário ou uma amiga apreciadora de Literatura e pesquise a versão real do termo que dá título a este. O termo correto é: Musa Inspiradora, mas no meu caso é no masculino mesmo.

Prosseguindo: Eu escrevo há muito tempo, poemas, contos e afins, todavia, sinto que os meus textos andam sem vida, sem alma. Os poemas parecem tristes e enfadonhos, só mesmo os textos cômicos para salvarem este blog da “choradeira” romântica melosa. Creio que um Muso Inspirador faria muito bem, poderia ser uma Musa, pois sou convicta em minha orientação sexual.
Então, está aberta a inscrição para Muso Inspirador, como também para Musa Inspiradora. Os (as) candidatos (as) devem preencher a seguinte ficha de inscrição.

• Nome:

• Apelido:

• Estado Civil Homens: SOLTEIRO ou SEPARADO ou DIVORCIADO (comprometido não tem vez! Não estou para algo Platônico, exceção* logo abaixo)
• Estado Civil Mulheres: sem restrições, posto ser uma homenagem a estas criaturas Fantásticas

• Orientação Sexual: (os Gays podem se inscrever, e aí é a exceção*. As homenagens serão Platônicas, não se preocupem amigos alternativos)

• Gosto Musical (este é primordial! Não preencher implica em cancelamento da inscrição sem análise da proposta)

• Descrição do motivo que o faz ser O Muso Inspirador (por que eu escreveria um poema para você?)

As fichas deverão ser encaminhadas para o e-mail nilkacosta@zipmail.com.br e as melhores descrições de motivos serão publicadas no blog com a omissão dos nomes. Término do certame às 23hs59min do dia 19/04/2011. Publicação do resultado neste no dia 21/04/2011.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Recado

Questionam se não escreverei mais poemas
Se meus versos não serão fixados aqui
Neste mural virtual enfeitando a rede
Não sei se tais rotas palavras aglomeradas
São capazes de enfeitar algo ou alguém
Elas simplesmente extravasam
O que faz morada em minh’alma
Sem versos no coração
Sem versos no blog, no papel e nas pupilas
Simples e limítrofe assim