terça-feira, 25 de setembro de 2012

Peça Teatral Ver [ ] Ter no FENTEPP

Hoje sai do meu compromisso religioso e corri para o Matarazzo, pois enfim veria o famoso Carlos Canhameiro. Ele foi orientador do Projeto Ademar Guerra para Os Bárbaros Cia de Teatro, do qual faço parte (infelizmente não pude fazer parte do projeto). O Jú fala muito bem dele, aliás, todos falam, então, mas que natural a minha vontade em assisti-lo.

A peça chama Ver [ ] Ter e a companhia se chama Cia. Lês Commediens Tropicales (São Paulo). Os atores e atrizes percorrem espaços diferentes com a platéia ora seguindo-os, ora antecipando-os para não perder nenhum momento.

Aí, meu singelo leitor, você me perguntará: “Gostou da peça?” E eu lhe respondo: “EU ODIEI! ODIEI COM TODO ÂMAGO DO MEU SER RESTRITO E TACANHO!”

Sem um diálogo, retidão de raciocínio alguma... Música boa, elasticidade (que me falta): 10.

Tiveram momentos que me perguntei se eles estavam se importando com o público porque os espaços não permitiam a visualização, em outros momentos eu me perguntei se eles estavam representando mesmo, porque fiquei atenta aos que não estavam, digamos, em cena, e eles pareciam conversar e não estar nem aí.

Eu me senti tão limitada, tão irritada que pensei por inúmeras vezes em ir embora. Se eu não acompanhasse mais, se eu fosse até o carro e fosse embora, será que o Júnior ficaria desapontado comigo? Mas por mais que eu comprovasse meu total ódio por aquele texto/representação eu simplesmente não consegui ir. Eu não fui capaz de sair dali como cogitei desde os primeiros 10 minutos de encenação.

Em dado momento (piscina) eu conclui que se não soubesse que o Carlos (Pezão rsrsrs) é do Projeto Ademar Guerra, um ator de verdade e não como eu, eu teria gritado pro povo que estava lá. “Bora minha gente que isto é 171!”

Assisti a tudo e posso dizer com toda a convicção: EU AMEI ODIAR AQUILO! Se eu indico? Com certeza! Vá! Permita-se fugir do lugar comum, do pré-determinado, do já moldado. Vá treinar todo seu ódio do coração, eu garanto que é bem melhor que a vingancinha patética da novela das nove. Por fim aos atores: Continuem, andem, andem sobre a linha férrea, uma parte um dia chega a Sampa e a outra em Pres. Epitácio. Vão com Deus ou com o Diabo. E tenho dito!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vem cá, eu tenho a solução pra tua vida, sua incompetente







Depois de lutar bravamente contra o monstro que é o Exame da OAB e passar. Depois de ficar sem emprego e agora ficar enviando currículo por aí, sem êxito. eu recebo de terceiros a notícia de que advogar e estabelecer um escritório é assim, super fácil.
É impresionante como terceiros tem a solução para os meus problemas. Soluções tão simples e tão práticas que eu penso até em lhes pagar honorários para consertar minha vidinha medíocre. Fico boquiaberta!
Aí vem a real que eu lhe arremesso no meio da cara: Tua vida tá como, nem? Vai par Puta que te pariu e não enche o meu saco.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sim doutor, eu sou alfabetizada

Na tarde desértica do dia de hoje, eu levei minha mãe ao médico. Ela foi a neurologista realizar uma consulta para ver a quantas anda sua cabecinha cansada de me aturar, afinal, são 36 anos e 09 meses nesta luta inglória. Bem agora que já assustei o meu namorado, não sei como ainda, vamos a narrativa.

A consulta era às 15h00min, sai do Matarazzo após uma delíciosa entrevista sobre a meu grupo de teatro às 14h45min. Peguei mãe e fomos. Que inferno encontrar um local para estacionar! Tive que parar longe e fiz minha mãe andar... Filha má, viram o por que do neurologista?!

Chegamos às 15h03min, uma vitória!! Deixamo-nos ficar ao deleite do ar condicionado (olha que português, curti isso, espero que esteja correto). O doutor chegou às 15h20min sabe lá Deus de onde. Fiquei lá, tentando não me estressar. Era bem melhor isso do que o calor do Saara que fazia lá fora.

Às 15h50min adentramos a sala do médico. Médico este que não tinha cara de ter mais que 30 anos. Ele fica quase todo o tempo olhando para o seu notebook. Vocês já notaram que todo médico conversa conosco, os gentis sem diploma de Medicina, como se não fossemos alfabetizados? Eles não gostam quando sabemos um pouco do "riscado médico", confirmei isso com a forma que ele respondeu aos questionamentos de minha mãe. Puxa la vida, minha mãe é veterinária e deu aulas de anatomia, ou seja, ela entende alguma coisa! Ele lhe respondia com um pouco caso, olhando vez ou outra para nós, mas constantemente para o note.

Minha mãe ponderou mais alguma coisas, que foram respondidas com o mesmo entusiasmo. Depois eu conclui: ele estava fazendo a consulta ao Pai, o Google, só pode ser. Prescreveu uns exames e receitou mais remédios e assim às 16h05min estávamos saindo do consultório. UAU!

Infelizmente para mim eu não estava vestida de advogada para que ele soubesse que eu assino meu nome, não o desenho!. Como também para criar um clima do tipo de doutor para doutora (dou graças a lei imperial que não me lembro agora). Mas agaranto que minha cara de rotiweiler raivoso estava presente.

domingo, 9 de setembro de 2012

Shopping Frei Caneca


Como eu comentei no post abaixo deste, o shopping Frei Caneca merece uns comentários. O shopping em si é bonito, salas de cinema, teatro a escola de formação teatral do Wolf Maia e tudo o mais

Tudo bem que a sessão de cinema custa R$ 22,00, o ingresso pra assistir a Bibi Ferreira R$ 120,00 e dois períodos de curso no Wolf custam R$ 800,00. São realidades que estão tão distante quanto Prudente está da “capital da província”. Se é que vocês me entendem.

Outra coisa que notamos no local é que ele é temático. Tema único: GLS Forever! Nada contra, ainda bem que lá eles podem caminhar despreocupados romanticamente com seus pares, mesmo porque estamos falando de São Paulo e não o quiproquó do mundo, ok?

Eu, como sou uma namorada amorosa, fui comprar um presentinho para o meu amor (momento ohhhh) Decidi lhe dar uma camiseta para ficar “tchuru” e entrei em uma loja no Frei Caneca.

Vendedora simpática, camisetas bonitas...e de repente sai uma mulher MA – RA - VI LHO – SA do trocador. Ela tinha os seios grandes e empinados e uma bunda, caríssimos leitores, sensacional. Era redonda empinada, nem posso dizer que era uma bunda alegre. Aquela bunda era gargalhante, não, minto, era uma bunda gargalhante-estou-sem-fôlego-de-tanto-rir. Tudo bem que tudo era uma questão de calibragem de pesos, atrás dava contrapeso à frente (comentário maldoso de pura inveja e Coração Peludo).

Ela usava roupa de malhar, um corpo, uma cabelão negro, maquiada, perfumada, uau! Cheguei perto pra ver se era contagioso este jeito Deusa de ser, e quando aquela beldade abriu a boca, saiu àquela voz estranha meio anasalada... Era HOMEM! Mas o que mais me deu ódio além dela ser exuberante, ódio que compartilhei com as coleguinhas, é que esta criatura NÃO TEM CELULITE, QUE ÓDIO!

Continuei a escolher o presente para meu querido. Amei uma camiseta verde, mas minha irmã lembrou-se da camiseta que estava na vitrine, e sugeriu que eu perguntasse a vendedora o número, se era tamanho “G”.

Prontamente a vendedora pegou a camiseta na vitrine, mas era “M”. Ela sem titubear, olhando para minha irmã disse: “Ela é grande vai servir, estica... Você não quer provar?” minha irmã incrédula respondeu: “A camiseta não é para mim”

Comprei a verde mesmo. Linda! Saímos da loja e minha irmã estava revoltada, não com o fato de ter sido chamada de minha namorada, mas sim de gorda!!! Como uma camiseta tamanho “M” não serviria nela? KKKKK

Realmente a vendedora está com o olhar “viciado”, para quem não conhece a minha irmã, ela é a minha cara!

Para Ianara não é problema pensarem que ela é sapa, mas nunca pensem que uma camiseta masculina tamanho “M” não lhe serve. Clube da pochete Ok. Gorda NUNCA!

Voltamos para a Augusta cumprir um compromisso inadiável: Beber uma breja gelada para acalmar os ânimos para as provas.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rua Augusta e sua prole

Neste final de semana eu fui para São Paulo. Fui prestar o concurso para Procurador Geral do Estado. Claro que eu não vou passar! Aí, meu caro leitor vai me dizer: “Nossa Nilka, deixa de ser pessimista!”

Meu caro e intrépido leitor amigo, foram mais de 7.000 candidatos para 105 vagas, se eu soubesse fazer contas lhe diria quanto isso dá pra cada vaga, mas posso lhe garantir que é gente pra cacete. Minha irmã também foi a São Paulo, mas ela é muito chique e foi prestar pra juiz do trabalho, desculpa aí.

Fomos com a excursão do Wesley Cotini e ficamos hospedados no Hotel Pan-americano na Rua Augusta, ui. O hotel é bom, o pessoal do Wesley e o próprio são todos gentis, preocupados e vou para por aqui porque não recebo por este merchant, ok?

Chegamos a tempo de encontrar os seres noturnos da Augusta. Tinha de um tudo! Não que de manhã, com o Sol a pino, os transeuntes desta famosa rua fossem, digamos, normais, pois não eram! Para os padrões caipiras prudentinos os normais deles são os nossos anormais, mas tudo bem.

Como estávamos mais quebradas que arroz de terceira, fomos dormir. No quarto éramos Ianara (minha maninha linda), Luiza (outra corajosa prestando o TRT) e eu. As três acabadas porque realmente moramos no interior de São Paulo. Meus caros paulistanos, interior é isso, mais de 600 km de “lonjura”, traduzindo para a língua de vocês, são seis a sete horas de viagem. Agora vocês podem se manifestar: “PQP é o C do mundo!” Não é não, respondo eu, ainda temos Rosana/SP.

Durante o dia fomos ao shopping Frei Caneca, nós almoçamos, eu conheci a escola do Wolf Maia e por curiosidade fui me informar acerca dos cursos. Quase caí de costas! Dois períodos de aulas R$ 800,00!!!! Eu nem queria mesmo. Fomos para o 6º andar ver o que rolava no teatro. Show da Bibi Ferreira, uhuuuu.... Até saber que o ingresso custava (custa) R$ 120,00. Nem queria mesmo!! Outras situações inusitadas ocorreram neste shopping, mas fica para o próximo post.

Uma idéia não me sai da cabeça depois que vi os filhos da Augusta, que é: Idade Média. Para quem estudou um pouco esta época talvez concorde, pois em espaço-tempo, a meu ver, temos pessoas simplesmente destituídas de padrões morais, higiene ou algo que se poderia chamar de fé, lá e cá. Aqueles odores misturados de gordura saturada, comida, urina e ervas dos diversos tipos (legais e ilegais). As pessoas vociferando pelas ruas quais bestas, se confraternizando, digladiando e oferecendo, tudo ali. Não consigo deixar de unir esta duas épocas tão singulares.

Das 22hs até às 01hs eu dormi bem, nessa hora os seres noturnos berraram em uníssono lá em baixo, detalhe: Eu estava no 10º andar. Quase grudei no teto do quarto. Daí em diante eu acordei de hora em hora até que tive que levantar.

Eram 05h20min, eu aguardava o café. A saída estava programada para às 06h30min. De repente surge na entrada do hotel (do lado de fora, ufa) uma Trava tamanho litro. Ela usava uma peruca rosa Pink que mais parecia um bicho atropelado e roupão branco. Pensei: esta criatura está nua! Para alívio de todos não estava, só fazia de conta abrindo e fechando o roupão. Ela estava rodeada de jovens que a paparicavam e lhe faziam às vezes de corte.

Fui para o concurso e deixei a Augusta com seus moradores noturnos em seu mundo de regras próprias.