Um poema do meu amigo Sérgio, o Dindo. Poeta é outra coisa.
aqui preso em lençóis de vontades amarrotadas
peço que espere por mim, haja o que houver,
mesmo que eu não mereça, que eu desmereça
essas inutilidades por razões mil de males, o menor.
a maior causa de um pedido não é a necessidade
a espera na estação não tem mais o próximo trem
as cores primas não têm colorido as meninas dos meus olhos...
tudo faz sentido quando não se presta atenção na pressa humana
tudo é tempo perdido quando se quer ter tudo nos foge às mãos.
aqui preso no leito de um rio seco, em que as vacas magras
edificam-se em trilhas rastros úmidos de lágrimas,
cada saudade minha contém uma vaca sedenta, esfomeada de dentro pra fora
e há muito se esqueceu de que Deus é miragem que morre no próximo horizonte.
aqui preso em lençóis de vontades amarrotadas
o leito de cada rio me enche a boca de palavras doces
e assim como queixos melados de goiabadas
meus beijos esperam por ti, haja o que houver
numa viagem inesperada.
(Sérgio Edvaldo Alves)
Escreve, senti, imprimi, exprime sentimentos bons como também os ruins... exorcizando os fantasma e os medos
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Caso USP
Quanto eu comecei a faculdade de direito, no primeiro ano, tive um jovem professor de IED (Introdução ao Estudo do Direito), seu nome Paulo Borghi. Uma noite, após terminar a aula ele perguntou aos alunos próximos quem havia feito colegial na rede pública, era a grande maioria. Ele concluiu o seu raciocínio declarando que na rede de ensino em nosso país há uma inversão, os alunos da rede pública ingressavam em faculdades particulares (quem tinha condições pra isso) e quem sempre fez colégios particulares, ía para as universidades públicas.
Após dez anos de formada (mais de dez anos) creio que este cenário ainda persiste, infelizmente. Sempre que vejo uma faculdade ou uma universidade pública na televisão, noto que os alunos apresentam um nível social um tanto alto, claro que há exceções. Com certeza há exceções, mas peço para que os leitores deste analisem os carros que os estudantes dirigem nas reportagens. Esse é o primeiro ponto.
Segundo ponto. Na época da Ditadura Militar os estudantes enfrentaram a repressão, erraram e acertaram, pois lutavam por uma ideologia real, humana. Eles queriam impedir o mal que ceifava os pensadores. Os anos de chumbo passaram e com eles creio que as verdadeiras ideologias também. Esta é a minha opinião.
Na atualidade os alunos da USP enfrentaram a polícia para defender seus colegas que foram flagrados fumando maconha. E eu me pergunto: foi isso o que nos restou? Os escândalos de corrupção, os ensinos deficitários, má distribuição de renda, que ceifam não apenas pensadores, mas todos sem distinção... o que importa é livrar a cara de quem está cometendo uma contravenção penal, um filhotinho de crime (desculpem-me penalistas a explicação chula)??? E agora eles ocuparam o prédio da faculdade, usam camisetas na cabeça igual bandido e batem no peito como se estivessem defendendo um direito fundamental.
Os dois zé-ruelas assinaram apenas um TC (termo circunstanciado), perguntem a um advogado penalista o que significa. Os alunos pressionam para a saída da Polícia Militar do campus. "Abaixo a Repressão!" Oh Zé-Ruela, a Ditadura já acabou! Não dá pra fazer "Vale a Pena Protestar de Novo", não rola! Querem a polícia fora por que? Pra fumar maconha? Se eu fosse do alto comando da Polícia Militar eu retiraria as patrulhas do campus, deixaria a barbárie tomar conta novamente. Eu faria questão de ouvir esta lideraça tortuosa dar explicações quando algum estudante fosse estuprado (homem ou mulher - vide art. 213 do Código Penal), assaltado, ou pior, assassinado. Façam-me um favor, expliquem para a mãe e para o pai do Felipe a tese de vocês, digam no meio da cara deles o quanto vale a vida do filho, que morreu neste terreno cheio de "pensadores". Ponto Final
Nova Barbie
Boa noite a todos!
No dia 30 de outubro passarei por mais uma experiência gostosa com o Exame da OAB. Espero do fundo do coração que seja a última. Mas não é pra isso que vim falar. No domingo a noite, se eu tiver massa encefálica na caixa craniana eu posto alguma coisa. Nem que seja grunhidos de dor!
Vocês prestaram atenção na Barbie estilosa acima? Pois bem, trata-se de uma peça de colecionador. Olhem isso! Ela tem, além de tatoo, unhas pretas nos pés, cabelo tingido e olhem este cachorrinho mau encarado. Eu amei!
Muitos pais reprovaram a boneca, alegam que não dariam de presente as suas filhas. Eu só tenho uma coisa a argumentar: DE QUE PLANETA ESTES PAIS VIERAM? Alguém pode falar para estes SNN (SEM NOÇÃO NENHUMA) que esta boneca é PARA COLECIONADOR!?
Um boneco do Star Wars, para colecionador, pequeno custa por volta de R$ 250,00. Alguém teria coragem de dar a uma criança um boneco desses? Pra ela colorir com canetinha, deixando o boneco do Papai com a cara do Hulk!!!
Com certeza esta Barbie vai custar mais ou menos isso. Cá pra mim vai ser mais cara. E eu se comprasse algo assim, com certeza daria pra alguma pirralha cortar o cabelo. Depois disso qualquer um poderia fazer o favor de me interditar, porque isso é igual a rasgar dinheiro!
Tudo bem que tem doido pra tudo! Quer comprar um briquedo de luxo pra sua filha? Tudo bem, pelo menos você vai tirar a garota desse mundinho cor de rosa, onde as meninas são treinadas a esperar pelo Príncipe Encantado e nem reparam que estão no meio do Brejo!
domingo, 16 de outubro de 2011
Impaciente Mulher
Se você soubesse da minha saudade estaria aqui para matá-la.
Se suspeitasse do desejo de você que me queima em volúpia,
Não se tardaria e correria até aqui.
Que saudades do seu calor, da sua boca... da sua língua...
Como estou sequiosa por ter seu corpo sobre o meu
E por sentir você arfando... suando... me amando
Não um amor de romances, mas de carne e osso
Um amar quente, de pegar pelos cabelos, de morder os ombros,
Intercalando com beijos, lambidas... degustação
O que faz ainda aí? Que não aqui junto de mim?!
Me virando, me domando e fazendo suar.
Venha, pois minha cama lhe espera impaciente
Por você, meu amigo, meu amor... Meu mais Delicioso Homem.
Se suspeitasse do desejo de você que me queima em volúpia,
Não se tardaria e correria até aqui.
Que saudades do seu calor, da sua boca... da sua língua...
Como estou sequiosa por ter seu corpo sobre o meu
E por sentir você arfando... suando... me amando
Não um amor de romances, mas de carne e osso
Um amar quente, de pegar pelos cabelos, de morder os ombros,
Intercalando com beijos, lambidas... degustação
O que faz ainda aí? Que não aqui junto de mim?!
Me virando, me domando e fazendo suar.
Venha, pois minha cama lhe espera impaciente
Por você, meu amigo, meu amor... Meu mais Delicioso Homem.
Nilka Costa (09 de Janeiro de 2008)
Gostaria de lhe dizer Amor coisas lindas e amorosas,
Mas infelizmente meu eu está tão assim, assim.
Não sei o que lhe direi além de: faça-me um filho pra ontem,
Pois o imediatismo me faz apressada e faminta...
E você não virá esta noite!
E você não veio ontem tampouco anteontem!
Você nunca esteve realmente comigo, eram apenas parcelas
De uma presença que nunca me presenteou.
Nunca fora meu nem porcentagem.
E então por que cá estou? Por que tremer, por que chorar?
Porque correr até as nuvens é sonhar com o par de Cinderela
O sapato não é meu número.
Mesmo assim caminhemos.
Mas infelizmente meu eu está tão assim, assim.
Não sei o que lhe direi além de: faça-me um filho pra ontem,
Pois o imediatismo me faz apressada e faminta...
E você não virá esta noite!
E você não veio ontem tampouco anteontem!
Você nunca esteve realmente comigo, eram apenas parcelas
De uma presença que nunca me presenteou.
Nunca fora meu nem porcentagem.
E então por que cá estou? Por que tremer, por que chorar?
Porque correr até as nuvens é sonhar com o par de Cinderela
O sapato não é meu número.
Mesmo assim caminhemos.
Nilcéa Inaê
Como sou, ainda não consegui definir. Após longos 35 anos de "convivência" ainda não cheguei a um denominador comum. Mas talvez nunca chegue, pois não se trata de números e matemática... o que é uma pena.
Seria mais simples somar 1 + 1 e ter o resultado. Faço esta simples soma por dois motivos:
1º porque quem faz Direito não sabe fazer conta;
2º complicamos muito a vida fora das ciências exatas, que quis dar algo mais simplório aqui.
Voltando a mim, já que o mundo gira ao redor do meu umbigo, pelo menos hoje. Já falei minha idade, o que resta?
Hum, meu cabelo não é loiro e nem liso, eu sou de 1976, 19 de abril, 21:30hs para ser mais exata. Tenho medo da solidão, não tenho medo de Estar sozinha, mas de Ser sozinha. Porque o Estar pode ser apenas hoje e amanhã passa, já o Ser...
Quando eu era criança eu tinha certeza que não chegaria aos 50, e hoje, olha eu indo, indo. Ainda gosto de Barbie ruiva (mas não a encontro) e bolinho de chuva em dia de chuva, mas faz tempo que não os devoro. Tudo bem, também não subo em árvores como antigamente e as goiabas de hoje não são doces como de outrora.
Essa é a desvantagem de se envelhecer, a gente se acovarda pra muitas coisas e fica remoendo os erros como se fosse capaz de consertá-los. Bem, já era! Peço desculpas pelas bobagens que fiz e dou garantia que cometerei muitas outras, se Deus quiser, Amém!
Porque a vida é assim, um constante aprendizado, tropeços, sorrisos e lágrimas. esta é uma pequena parcela de mim, que com certeza será outra faceta daqui algum tempo até o último momento em que fecharei os olhos e partirei para uma nova jornada.
domingo, 9 de outubro de 2011
Pensamentos
Estive pensando muito estes últimos tempos
nas decisões que não tomei,
nas revoluções que não participei.
E o que me incomodou deveras
foi ter te encontrado no final de cada pensamento.
Era como se você fosse uma conclusão de cada coisa
que também me incomoda
Se isso é bom pra você, não sei
Sei que é ruim pra mim ainda ter você nos pensamentos
Como se faz para você sair?
Dou-lhe despejo? Peço educadamente?
Boto-lhe pra fora a ponta pés?
Nunca fui de agressividades ou brigas
mas esta situação se faz demais
Eu preciso me dar um jeito
porque nisso tudo quem merece sou eu
Você... não sei
nas decisões que não tomei,
nas revoluções que não participei.
E o que me incomodou deveras
foi ter te encontrado no final de cada pensamento.
Era como se você fosse uma conclusão de cada coisa
que também me incomoda
Se isso é bom pra você, não sei
Sei que é ruim pra mim ainda ter você nos pensamentos
Como se faz para você sair?
Dou-lhe despejo? Peço educadamente?
Boto-lhe pra fora a ponta pés?
Nunca fui de agressividades ou brigas
mas esta situação se faz demais
Eu preciso me dar um jeito
porque nisso tudo quem merece sou eu
Você... não sei
Mulher Carne
Neste sábado em questão fazia aquele friozinho que faz Prudentino se agasalhar bem. Tudo bem que Prudentino é acostumado com 40º C e qualquer ventarola faz diferença. Mas nesta noite a cidade sofria com um vento insistente e gelado.
A minha irmã, sua amiga (Japa) e eu estávamos encolhidas, conversando, rindo e bebendo (nós cerveja, ela suco). O que estava me injuriando era um bando de mulher vestidas com short, mini saia, blusinhas finas, mas uma moça ao lado de minha mesa me chamou a atenção. Enquanto eu estava de casaco, calça e me encolhendo pra esquentar, a bicha usava um short curto de tecido, blusa da alcinhas e sandálias como se realmente estivesse fazendo 40º C!
Aí, você, caro leitor vai me chamar de exagerada ou até de invejosa, todavia, a uma mesa depois da que estava a calorenta, havia um rapaz e sua namorada, ambos com jaqueta de couro (ou algum material que o imite).
Agora eu pergunto: Pra que a revolução sexual? Pra que as mulheres se rebelaram, revindicando mais direitos, igualdades e respeito? Eu, hoje, não queimaria sutiã, mesmo porque um bom sutiã pode custar R$ 49,90! Já pensou atear fogo num troço desses??
Eu me revolto com este tipo de mulher que só falta marcar no corpo os melhores pedaços para que os homens possam escolher. Ah, por favor! Por acaso alguma mulher vê um homem usando uma roupa incômoda só pra agradar uma mulher? E o oposto? Por acaso algum homem já usou uma cueca fio dental, depilando o rego com tecido (nossa que visão do inferno), só pra seduzir uma mulher?
Então me façam um favorzinho. Continuem se arrumando, se perfumando. Não vou implantar aqui uma Revolução, mas quando estiver frio se agasalhem porque criatura nenhuma no mundo merece que você fique regelada!
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