quarta-feira, 23 de abril de 2014

Nilka + Procissão = novena

Sexta-feira fui a procissão. Isso mesmo, meu intrépido (intrépida) leitor (leitora). Fomos eu e o Marido rua acima encontrar o povo da igreja para a procissão da Paixão de Cristo. Não sei se é este o nome, mas quem é católico entendeu.

Na minha fase adulta eu nunca fui a uma procissão. Lembro que minha mãe me obrigava a ir em algumas. Obrigava a ir em terços também, o que eu ODIAVA do fundo da alma. Ainda bem que ela não fez promessa de me vestir de anjo, como fez uma tia minha, e cujo pagamento minha prima teve que fazer já grandinha. Que mico, um anjo tamanho litro! Já imaginaram euzinha assim? Pois não façam isso.

No caminho encontramos a imagem de uma santa. Perguntei ao Marido quem seria. Ele disse que não sabia. Como assim? Minha referência Católica Apostólica Romana não soube me informar??? Quando passamos com o povo todo, uma pessoa anunciou no microfone quem era (agora eu esqueci, sorry) e o Marido repetiu o nome como se quisesse contar quem era. Eu já ouvi, foi minha resposta!

Andamos. Eu como sempre fiquei emocionada. Eu sempre choro quando o tema é a morte de Jesus. Eu me sinto tão culpada. Não gosto desse negócio de dizer que Ele morreu por nós. Cada um carregue sua cruz. Nós tínhamos que imolar o Ser mais perfeito que habitou a Terra?! E lá estava eu, no meio do povinho, com dois pomponzinhos gritando: Barrabás! Minha pior encarnação.

Durante toda a procissão, o som do padre tocou apenas uma música. Deixe eu ver se lembro... É uma canção que eu gosto, mas só sei um trechinho. Acho que minha mãe a cantava para me embalar. Esperem, vou ao Google e já volto...Achei! O trecho que eu conheço diz: (...) " Pela Virgem Dolorosa, vossa mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus, perdoai-me meu Jesus" (...). O nome da música é A Morrer Crucificado, de acordo com o Google.

Andamos, andamos e ajoelhamos sempre quando se pedia. Chegamos a igreja onde fora feita uma encenação amadora e rápida da Crucificação. Estes anteriores são crítica e elogio, nesta ordem. Eu gostei!

Depois pegaram um ataúde de vidro, onde estava uma imagem do corpo de Cristo e fizemos o que eles chamaram de: Procissão do Senhor Morto. Eu não tinha entendido este termo Senhor Morto. De início me pareceu meio vago, algo do tipo, um senhorzinho morreu e vamos enterrar. Na minha cabeça eu ainda não havia me ligado na letra maiúscula. Pensei: outra procissão, mais caminhada?! Mas não andamos tanto assim.

Voltamos a igreja e entramos e o que para mim era inusitado aconteceu. Eu rezei uma novena!!! Bem, eu acho que era uma novena. Vou perguntar para o Marido. Volto já. Confirmado. Cada um falava um trecho e nós repetíamos dez vezes outro trecho que agora eu não lembro. Acho que este número de repetição eram as bolinhas pequenas no terço. Se não me falha a memória era isso mesmo. Não vou consultar meu A.A.C.A.R. (assessor para assuntos Católico Apostólico Romano), também conhecido por Marido. Mas teve dois mocinhos de batinas brancas, mais conhecidos por Seminaristas, que nos fez repetir ONZE vezes. Tá certo isso produção?

Eu não sei de nada...inocente. Meu conhecimento católico é muito limitado, quase tudo é novidade. E a coisa não para por aqui não. Pra quem acha que eu em uma procissão é um tanto insólito, espera eu narrar a minha participação no Rodeio de Maracaí. É meus intrépidos, as trombetas do Apocalipse estão sendo afinadas, aguardem

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