sábado, 26 de janeiro de 2013

Infância

Ontem, eu imaginei que passaria ilesa pela academia do meu namorado. Afinal, estou com luxação no pé esquerdo e não posso fazer exercícios. Ledo engano. Ele me convenceu a fazer abdominais. Aceitei, pois este sempre foi o meu exercício predileto na academia, quando eu a frequentava.
 
Eu fiz tanta abdominal de maneiras que nunca imaginei que se poderia. Nada como um profissional de  Educação Física com imaginação vértil... oba! E este fato me fez lembrar os testes de resistência, que os professores do SESI aplicavam nos alunos todas vezes que as aulas voltavam. No dia seguinte somente os cabelos e os olhos não doíam. Hoje até que não dói tanto.
 
Outra coisa que me fez lembrar a época infantil foi o livro de quadrinhos que encontrei no armário do Nilzo. É uma publicação de um cartunista estadunidense chamado Will Eisner. A obra fala sobre vários aspectos e temas sobre Nova Iorque.
 
É muito bom! São quadrinhos adultos (não são pornográficos) retratando o cotidiano, seus habitantes e finais muitas vezes cruéis. Quando eu era criança eu lia a Turma da Mônica. Eu ficava tão absorvida com a leituraque deixava de lado a minha amiga e minha prima. Elas escondiam as novas publicações para que eu não deixasse de brincar com elas para ficar lendo.
 
Ontem o Nilzo ficou ciscando em volta de mim, me chamando para mexer na net ou fazer outras coisas e deixar de ler. Eu dizia que estava indo a ele e para mim dizia: só mais uma história. Foi difícil deixar o livro... Mas enfim.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Missa de Domingo


Domingo eu fui à missa com meu namorado. Não, caro leitor intrépido, você leu certo. Eu fui a uma missa católica, pois afinal sou espírita e não vampira. O Espiritismo é uma religião cristã e não nos proíbe nada, ok?

Fomos à igreja Nossa Senhora Aparecida perto de casa. Confesso que não imaginava que estaria lotada. Não conseguimos um lugar pra sentar, de início, mas logo um único lugar surgiu e meu namorado me fez sentar.

Eu tenho que ser sincera aqui. Eu nunca gostei de missas, desde pequena. Na época do catecismo, em que eu era obrigada a ir às missas das crianças aos sábados às 14hs, era uma lástima! Na igreja, durante a missa, um sono mortal tomava conta do meu ser. Eu acompanhava aquele panfleto (desculpem se este não é o nome) com avidez. O meu torpor só acabava depois que o padre abençoava a nossa saída, ufa, acabou, pensava eu. Outras “revoltas” dominavam meu ser infantil, mas conto os mesmos ao longo da narrativa.

Agora já adulta eu não consigo acompanhar a missa em sua totalidade, cadê o panfleto? Sei que não é ecologicamente correto, que os slides no telão ajudam, mas tem coisa que eles falam e não está lá, no telão, aí me ferra! Ow, foi mau!

Todas as vezes que o padre falava: “E o Senhor esteja convosco” – Resposta: “Ele está no meio de nós” – Padre: “Corações ao alto” – Resposta: “Nosso coração está em Deus” Meu coração estava com Deus e em alegria, porque eu lembrava os dizeres finais do padre nas missas das crianças!! Tá acabando!!

Qual nada, o padre disse isso “uns par” de vez. Eu sei que parece estranho, se eu não gosto por que vou?! Eu tenho boa vontade de ir, sinceramente, só que eu não sei quando tem que levantar, sentar, rezar com as mãos postas ou erguidas. Aff estes católicos me confundem. Teve um momento que metade da nave onde estava se ajoelhou inclusive meu namorado. Eu não estava afim, então fiquei em pé com os coleguinhas de banco, de repente eles também ajoelharam e lá fui eu.

Na hora da comunhão me lembrei de uma situação que ascendia minha revolta infantil. Ri sozinha ao lembrar isso. A hóstia do padre é muito maior que dos fiéis. Eu sempre me perguntei por que ele tinha uma grande parte do corpo de Cristo. Antes de me criticarem, lembre-se que eu era criança! Outra coisa me deixava injuriada. Ele tomava vinho (ou similar) e nós não! E neste dia na missa, somente os coleguinhas do altar molharam suas hóstias no vinho. Minha criança catequista de outrora ficou o tempo todo me dizendo: Injusto!

Esta mesma criança que ficou apavorada com sua primeira confissão e em pânico quando a sua primeira e esperada hóstia grudou no seu de sua boca. Como tirar o corpo de Cristo de lá? Na época lhe disseram que não se podia morder que uma pessoa havia mordido e sentido sangue!! E era preciso cutucar o corpo de Cristo com a língua!!! Foram muitos os traumas e as travessuras, tais como colar o Credo. Mas acho que este eu já contei, se não o fiz fica assim. Eu me arrependi tanto de ter feito isso que tratei de decorar esta oração no outro dia. E o medo de ir pro inferno, de ter Deus zangado comigo.