terça-feira, 28 de julho de 2009

Tragi-comédia da vida real - Parte I - O Duelo


Por que a vida não é mais simplificada?
Eu estava feliz por estar saindo depois de um dia cansativo de trabalho quando me lembrei (na verdade fui lembrada) de ter prometido fazer down do mapa atualizado de Presidente Prudente no Nokia Navigator do meu sócio, Sr Williams.
E assim começou a minha saga. Meu sócio e conselheiro, o Sr. Williams, deu a sua opinião a respeito, que agora, depois do placar final da noite sou obrigada a concordar. Seria mais simples se ao conectar o celular ao PC e este ao site oficial, surgisse apenas uma pergunta: Fazer download clique aqui! E pronto! Não, você tem que instalar dois ou mais programas, encontrar o ícone de atualização, depois de iniciar o processo descobrir que você não quer o mapa do México e iniciar tudo de novo.
Reiniciado o processo, meu sócio, conselheiro e guru, Sr Williams e eu passamos a limpo a pauta da noite:
1º Discutimos os acontecimentos do trabalho (down iniciando)
2º Discutimos os acontecimentos futuros do trabalho (down nem na metade)
3º Discutimos as mudanças no trabalho (down na metade! Mas travou!)
4º Discutimos F M D O (Falar Mal Dos Outros - tudo fluiu)
Porem, todavia, contudo depois de fazer down pelo menos três vezes... eu cliquei onde não deveria e tudo foi perdido.
Resultado: Nokia Navigator 1 X Nilka 0
Vai ter revanche!!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alexandre Heredia, Tr.

Por: Nilka Costa.

Alexandre estava muito bem trajado. O terno lhe caía bem. O corte era bem traçado, porem a cor era sóbria demais. Terno preto, como todo homem elegante que se presa. Mas o que o irrita profundamente é o fato de todas as vezes que chove ou faz um pouco de frio as mulheres se vestem de preto, no máximo um marrom. Eita cores deprimentes! Não que ele era afeto ao laranja, por exemplo, pelo que se lembra houve um momento laranja em sua vida, que ele queria esquecer, mas seu Orkut, antro de imbecilidade continha tão bizarra prova.
Estavam todos lá. De repente não mais que de repente sua casa era pequena demais para tantos parentes. Nunca vira tantas tias-primas-sobrinhas-primas de segundo grau gostosas-e mais uns seres que ele não conhecia... Tudo ali, aglutinados, juntos comungando. Até sua tia kardecista!
- “Puta que pariu, que cheiro é esse? Eu detesto esta porcaria de flor! Não tinha outro arranjo, não?”
Sua tia o fitou com compaixão pachorrenta e mais nada. Entrou Mari, uma... digamos, amiga de Alê. Ela ali depois da última conversa. O que ele lembrava era da porta bater com violência depois de ouvir: “Você é um grandessíssimo filho da puta! Fica aí neste computador...!” Era isso, tudo que começa intempestivo, assim termina.
Tudo aquilo era necessário, mas seria melhor o terno vintage que ele usou no seu primeiro casamento. À época a noiva quis esganá-lo, depois caiu na dança e curtiu a Disco. Desta vez nada de década de setenta.
Ele se penalizava por sua garotinha. Ali, sem nada a dizer e muitos cumprimentos a receber. Na certa ela estava detestando a célebre frase: “Como ela cresceu! Está uma moça!” O que elas queriam? Que a garota ficasse com meio metro por toda a vida? As crianças crescem!
Tudo mais ou menos feito. Chegou a hora. Alexandre vê diversos outros incidentes que preferiu ignorar, afinal nada adiantaria. Ele estava pronto. Uma última ajeitada no cabelo, uma esticada no paletó e pronto... Deita-se... Ele já podia ser nome de Rua.