segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aniversário

Ficarei mais velha no sábado, dia 19 de abril. Ou melhor dizendo, sendo simpática comigo mesma, ficarei mais experiente. Quem disse isso? Não me sinto mais experiente de quando tinha 16 anos. Tá que naquela época eu queria as coisas pra ontem e xingava por isso. Hoje eu não xingo tanto.

Estou falando mais palavrões e isso é muito feio. Qualquer esbarrão dolorido ou raiva com outrem eu solto ou um Caralho ou um Cacete bem sonoro muitas vezes, noutras eu abafo pra pessoa que eu xinguei não ouça.

Outro palavrão que aprendi na internet (kkk, chega ser hilário dizer isso) é Saporra. Estou tentando me controlar, mas é muito forte. Por exemplo: uma pessoa que leva algo que não lhe pertence pra casa, eu logo a chama do "gente folgada do cacete". Tenho encontrado muita gente assim aqui em Maracaí. Ou eu estou constantemente na TPM, vai saber (desculpa machista, sorry).

Aí quem ler isso vai pensar que não gosto da cidade, não e bem assim. Estou me adaptando. Sou um tanto complicada e isso está piorando com a idade. Sempre peço permissão, fazia isso na casa da minha mãe quando ainda morava lá. É da minha natureza.

Voltando a ficar velha, farei, espera, deixa eu contar: 38 anos. Estou devendo um livro, já plantei árvore (ufa, uma tarefa a menos) e ainda não fiz o filho e cá entre nós, não sei se vale mesmo a pena. Crianças estão começando a me dar medo.

Se algum amigo quiser incentivar essa produção, podem me dar de presente o livro Crianças Francesas não fazem Manha, de Pamela Druckerman. Ou um bom bisturi pra eu dar um jeito no Marido.Creio que esta segunda opção ele não vai gostar.

Não farei festa no sábado e terei que ficar em Maracaí porque a placa do carro novo do Marido não ficará pronta. Mesmo que o delegado daqui não estivesse de férias e assinasse a papelada Saporra não resolveria meu problema.  Pegar carro emprestado é osso.

Estou levando relativamente bem as coisas aqui. Sinto falta das conversas com a Ianara, minha irmã sensata. Um aperto aqui no peito que espero que não seja infarto, afinal 38 ainda é cedo pra isso. Olha que nas minha conjunturas infantis até que eu cheguei longe. Naquela época eu pensava que não passaria dos 35 e agora estou quase quarentona.

Será que farei alguma coisa diferente? Não sei, talvez...

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