sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Enlace Matrimonial




Meu poema que foi publicado na Revista Destaque Edição 117 - Setembro/09

Por: Nilka Costa

Amar
Olhar nos olhos do outro
E ver os filhos que os abençoarão
Amar
Fazer amor público
Enlaçando as mãos, dedo a dedo
Amar
Doar-se todos os dias
Propor-se a mudar a perdoar... Ofertar
Amar
Lutar sem armas
Vencer na passividade as intempéries
Casar
Amar, olhar, fazer, doar
Propor, mudar, perdoar, ofertar
Lutar... Vencer?
Sim, vencer as suas limitações
Seus defeitos para enlaçar
Em laços d’ouro duas almas
Diversas e únicas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amigos

Semana passada sonhei com um grande amigo meu. No sonho ele estava em casa, em visita, parecia bem, porem sua fisionomia não era a verdadeira. No sonho ele estava completamente grisalho.
Na vida real, ou melhor, acordada as coisas não eram bem assim. Constatei quando ele me visitou no final de semana.
Apesar de tudo foi muito bom revê-lo, colocar a conversa em dia e rir de nós mesmos, das nossas tolas pretensões...
Ontem sonhei com um outro amigo. Liguei pra ele. Está tudo bem. Ufa! Mas o engraçado aqui foi o sonho. Estávamos em um descampado, próximos a uma fossa, um abismo de uns trinta metros e lá embaixo um lago maravilhoso que eu sabia ser grande e profundo. Entretanto, lá de cima o lago não era tão grande.
Não estávamos sozinhos, os demais pegaram uma trilha. Este amigo me disse que desceríamos por outra. Não havia outra, ele simplesmente pulou de lá de cima e me puxou com ele!!!!
Na queda eu pensava: Tô fudida!! Vou me quebrar inteira! Só ele pra fazer isso comigo, ESTE DOIDO. Vou esticar bem as pernas assim fico no lucro... só quebro as pernas!
Tudo isso é para concluir que amizade é isso. Mesmo distantes, mesmo sem conversar, amigos verdadeiros moram em nossos corações e lá permanecem. Mesmo sabendo que vamos nos "estropiar" todo... pulamos por eles. Choramos por eles e com eles... estes irmãos que Deus caprichosamente colocou em outra casa para espalharmos o nosso amor.
Aos meus Amados Amigos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


é assim que me sinto todas as vezes que leio e que crio... quando invento histórias os meus personagens fazem parte do meu dia, conversam comigo e me contam suas histórias... eu apenas as coloco no papel

quando leio, fico ao lado dos personagens, acompanhando-os nas alegrias e nas tristezas...

em ambos os casos é triste vê-los partir... eu me sinto tão órfã

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

À Vencedora... Linguiças!

A nossa personagem é do tipo comum. Sem grandes vícios ou virtudes. Não é feia e nem bela. É do tipo que passa despercebido em qualquer ambiente mesmo que alguém lhe dê um esbarrão. É PUM e pronto, passou! Ela é tão comum do povo que poderíamos chamá-la de Carla, Vanessa ou até Maria. Este último seria muito óbvio e uma discriminação. Chamá-la-emos de Cristina.

Cristina tem um emprego burocrático sem a estabilidade ou os vencimentos merecidos. Classifiquei-o assim porque todo dia ela faz à mesma coisa. Chega ao escritório geralmente às 07h: 55 min, ela varre todo o chão, e dia sim, dia não passa um pano úmido em desinfetante. Nos dias que não o passa, apenas varre, tira o pó dos móveis e lava os sanitários.

Ela não é sócia no empreendimento apesar de ter aceitado o emprego com a doce ilusão de sê-lo um dia. Desde que se use a classificação “emprego” não é sociedade, concordam? Um dia, que sabe...

Como eu estava dizendo, Cristina é uma moça pacata de estatura na média, ela calça um número mediano, cabelos castanhos do tipo comum, olhos também. Pra deixar de enrolação, ela é o típico Ser Humano Médio.

Naquele dia, porém a heroína desta história decidiu participar de um Concurso Cultural promovido pelo Supermercado do bairro. De princípio ficou um tanto reticente já que nunca ganhara nada na vida, entretanto, ela enfrentou seus receios e sapecou sete frases diferentes na urna. O julgamento seria no outro dia.

Pela manhã do dia seguinte toca o telefone. Que Maravilha, era uma funcionária do Supermercado comunicando que ela ganhara o Prêmio. Disse ainda que Cristina deveria buscá-lo munida de sua cédula de identidade. O que ela fez logo quando o expediente acabou. Felicidade era o nome de Cristina. Ela adentrou triunfante o estabelecimento como se todos já soubessem da novidade e por dentro vozes ovacionavam: “É ela! É ela! A vencedora!”.

Com grande satisfação e orgulho Cristina recebeu seu prêmio e com mais satisfação ainda leu sua frase vencedora, que dizia: “Seja Amigo do seu bolso! Carne boa e preço baixo só no Açougue do Supermercado XXXX”.

E lá se foi a Vencedora. Equilibrando nos braços já ocupados os 1 kg e 96 g de linguiça toscana fabricação da casa, e a garrafa de dois litros de refrigerante, de uma empresa da cidade. E ela foi cheia de si, pensando: a Super Sena acumulou! O que compraria com o dinheiro?... Quem ela demitiria do Seu Escritório?... À Vencedora...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Áureo




Por: Nilka Costa

Metal precioso
Almejado tesouro
Mas que poucos conquistam
Têm coragem... Enfrentam
Luta diária, arfante
A vida desgastante
Mas que em par
Se faz encorajar
Um dia dantes
Ele era só
Ela... Distante
E juntos se fizeram
Amantes da estrada compartilhar.

Tragi-comédia da vida real - A Guerra

Na minha infância eu estudei no SESI 284, Presidente Prudente. Nesta época as aulas de Educação Física eram no mesmo período que as aulas. Eu como uma "excelente" esportista fugia de todas as atividades que requeriam corridas, leves trotes e habilidades com qualquer tipo de bola.
Ressalva: Quando eu não conseguia fugir da professora nas aulas de basquete, a bola e eu éramos incompatíveis. A bola estando de um lado da quadra eu, com certaza, estava no outro.
Hoje, após anos e anos de dedicação ao sedentarismo comecei Academia! Isso mesmo, vou fazer exercícios. Vocês sabem, a idade vai avançando... a silhueta descambando. Você cai na real que não pode mais falar: "Eu como de tudo e não engordo". Ah tá, chega nos trinta e tenta dizer o mesmo!
Ianara e eu fizemos uma peregrinação pelas Academias da Zona Leste e após nenhuma nem mencionar Avaliação Física e nem sequer nos perguntar se temos algum problema de saúde, fomos prestigiar os parentes.
Camila, a parenta, além de nos avaliar, diagnosticou nossa composição física de maneira que somente um membro da Família faz: SOFRÍVEL!
E assim eu iniciei a minha Guerra contra a flacidez e sobrepeso. Tudo bem que receberei exames minuciosos e ácidos de alguém que eu praticamente vi nascer. Eu supero! Tudo para não temer o "tchauzinho" de Miss.
Hoje barriga pançuda, amanhã Negativada... depois.... Silicone!!!!