sábado, 29 de junho de 2013

Surpresa amorosa


terça-feira, 18 de junho de 2013

Angústia.... minha

Assisti a peça de teatro "Angústia". Trata-se de um texto adaptado magnificamente por Cássio Pires, da obra homônima de Anton Tchekhov. A peça foi encenada pelo grupo Mênades & Sátiros Cia de Teatro, com Thiago Cardoso e Marcus Andrade.

A narrativa conta a história de Iona, que espera por seus clientes de coche, amargurando a necessidade de contar o fim trágico de seu filho a alguém. Ele precisa conversar, precisa colocar para fora a dor que o oprime. Opressão maior que os "100 kg de neve" que lhe caem nas costas. Seus sonhos de ser substituído pelo herdeiro se esvaíram e nada lhe resta mais.

A Neve, outra personagem, presente e marcante de maneira inexorável, tornava frio o ambiente dos espectadores. Para mim ela foi a marcação da passagem do tempo. Todas as vezes que os personagens diziam: "100 kg de neve caem sobre Iona" em mim ocorria um sentimento de envelhecer e regelar sozinha, completamente sozinha.

Cada ator interpretava tanto Iona quanto o Cavalo e demais personagens. Aqui eu faço um parênteses na interpretação do animal. Thiago colocou nele algo plácido, a rés mascando, quase ruminando, apesar de não ser um ruminante. Um quê de animal que já executou seu trabalho, foi limpo pelo dono e agora repousa no cocho. Ele me pareceu um Andaluz com toda sua extraordinária nobreza. Marcus me remeteu a força e resistência ao interpretar o equino. Seu trotar, sua imponência qual um verdadeira cavalo Árabe. Esta ideia foi reforçada com a voz clara, limpa e forte do ator. Maravilhosos!

Tive ímpetos de trazer pra perto Iona, conversar com ele, deixar com que desabafasse. Foi uma pena para mim ter sido a 15 ª pessoa a entrar, pois perdi de sentar na almofada. Mais triste ainda por não ter sentado na ponta do praticável, porque a moça que sentou neste interagiu na apresentação. Que lástima.

O cenário é um algo a parte no meu olhar. Apesar da iluminação não permitir ver com clareza, de maneira alguma prejudicou visualizar as máscaras e expressões dos atores. A roda no meio do cenário me vez viajar pelas ruas cobertas de neve sem vivalma por perto. E neste imaginário envolvente foi triste perceber que acabou. Fica um quê de quero mais.

Quem puder assistir, não perca!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dilema

Quero correr, mas as pernas não vão
Quero sorrir, mas dói
Quero ser, mas não sou

Não sou da lei
não sou da ação
não sou da arte

Quem eu sou?
Quem sou eu?

O tempo passou
As chances se foram
As lágrimas secaram
não, estas persistem

Seus medos, meus medos, nossos medos

Eu me perguntou o que leva uma jovem bonita, educada e de boa família a tentar o suicídio. Alguém entendeu o que passou pela cabeça da filha do Michael Jackson? Ela declarou em seu Twitter, coisas assim: "Eu me pergunto porque as lágrimas são salgadas?, outra declaração foi, "Ontem, todos os meus problemas pareciam tão distantes. Agora parece que eles estão aqui para ficar". Que problemas ela pode ter?

15 anos, bonita, rica (depois de sua morte, com certeza, Michael voltou a vender bem seus produtos), mas que não é o bastante. Tento me lembrar de minhas crises existenciais nesta idade. Lembro que era punk a coisa, ou melhor, acho que não saí dessas crises até hoje. Você não se torna o exemplo de segurança e equilíbrio depois que completa 18 anos, você só pode tirar habilitação e outros direitos pertinentes a idade, só isso.

Deve ser complicado pra ela sair às ruas sozinha, ter um amigo de verdade, ser bem tratada pelo que ela é e não por quem, ou pelo que tem. Se eu já pensei em me matar, sim, claro, mas sempre tive o respaldo da minha família e a minha religião. Não adianta. Outra coisa, e me perdoem se estou sendo dura demais. Quem quer se matar abraça o trem! Quem está decidido a fazer isso, vai lá e faz. Tomar remédio, para mim, a pessoa ainda guarda em sim o instinto de preservação, mesmo que no seu subconsciente, ela quer que alguém a salve, a resgate. Ainda bem!

Não sou psicóloga, não sou religiosa, mas acredito que este tipo de pessoa precisa e muito de ajuda. De toda ajuda possível. Leva no psicólogo, psiquiatra, padre, pastor, espírita, pai de santo, terapia ocupacional... o caralho a 4. Mas faz! sem preconceito. Só tome cuidado com os estelionatários, só isso.

A tempestade vai passar, pode demorar, mas passa, acredite. Outra turbulências virão e a pessoa estará mais forte e mais apta a superar, indo pra próxima. Este não é um recado para a Paris apenas, ou terceira pessoa, mas para mim também. Afinal, ainda estou em crise adolescente, mesmo com mais de 30 anos nas costas...

domingo, 2 de junho de 2013

Festival Nacional de Teatro de Tupã - Diário de bordo gol flex preto com bateria arriada

Meu final de semana foi maravilhoso com pitadas de estranheza. O grupo de teatro que faço parte, Os Bárbaros Cia de Teatro, se apresentou na terça (28/05) em Tupã no FESTAETT, Festival Nacional de Teatro de Tupã, a peça "Quando as máquinas param" de Plínio Marcos. A premiação foi sábado na mesma cidade já citada.

Meus amigos me incumbiram a doce tarefa de representar o grupo. Fui até Maracaí e de lá, Nilzo e eu fomos para Tupã. A esquisitice começou no Andorinha. Na hora de comprar passagem pra Maracaí, descobri que a citada empresa os havia retirado de circulação justo neste dia em razão da pouca procura. Questionei a atendente uma solução. Ela disse, tem ônibus amanhã. Eu lhe disse, eu preciso ir HOJE. Ela retrucou: Procure outra empresa que faça tal itinerário.Comprei passagem pra Assis e rezei para o motoca parar no trevo de Maracaí. Para tanto eu deveria solicitar a ele.

No banco em frente ao meu havia uma senhora descabelada. Ela declarou não estar sentada em seu lugar e que sairia assim que o dono chegasse. Para a minha alegria, não chegou. Pensa em uma mulher que foi falando sem parar até Maracaí. Era essa. Ela falou de um tudo, desde sapatos da Hebe Camargo que custa entre R$ 700,00 a R$ 1.200,00, mas que sua irmã que trabalhou 35 anos no Itaú, comprava por R$ 150,00. Até uma amiga que tinha as seguintes doenças: diabetes, artrite, artrose, colesterol, problemas no coração... coqueluche, fibromialgia (já estou inventando) mas a mulher tinha tanta coisa que tanto eu, como também a ouvinte da descabelada, concluímos que doente também era surda, pois Jesus chama e ela não vai! Quando estava perto do trevo de Maracaí a mulher descabelada perguntou por mim. Ela sabia que eu desceria aí, afff, ninguém merece. Eu até perdoei a pobre, porque o ônibus ia pra São Paulo, e havia saído de Presidente Epitácio. Mais coitados eram os demais passageiros. Eu desci.

A viagem até Tupã foi deliciosa. Até quando passamos por obstáculos inescrupulosos e camuflados, quase deixando o fundo do carro na estrada... foi bom. No meio do caminho havia um desvio. Um desvio para o meio da plantação de cana. E anda, e anda. Disse ao meu amorzinho (Nilzo) se este desvio não teria sido uma emboscada de algum Assassino Cereal Kellogg's (Serial Killer). Atraindo o casal para o nada e matá-los!! Já tratei de explicar para o meu namorado (que declarou nunca assistir filme de terror) o protocolo de filmes de assassinatos. Disse-lhe que o homem morre primeiro e a mocinha (no caso eu) seria torturada em uma corrida desenfreada pelo meio da cana. Tropeçando na lama, gritando em vão por socorro, até ser exterminada cruelmente. Como ele e eu sabemos o meu potencial atlético na corrida, logo eu iria pro saco também.

Chegamos em Tupã. Ficamos no Grande Hotel Tamoios. Hotel lindo!! Se eu tivesse grana eu compraria este hotel e o reformaria inteiro. Vale a pena. Os funcionários são super gentis. Me deu vontade de fazer meu casamento naquele restaurante. Eu me imaginei descendo aquela escada branca maravilhosa com este vestido de noiva:


Seria show!! Mas pra usar o vestido da sem graça Bella Swan, haja muita malhação, corre do assassino Kellogg's, corre, corre! daí em diante só foi delírio casadoiro. Foco! Festival de Teatro de Tupã! De quebra  visitamos a feira ecológica na praça, a igreja matriz e no domingo o Museu Índia Vanuíre. Nós dois, Nilzo e eu românticos, irônicos, famintos e esperançosos.

Foi muito emocionante subir ao palco para pegar as premiações que recebemos. É muita luta pra chegar até aí, muitos ensaios e até dor. Nossa família que muitas vezes sentem a falta de nossa companhia porque estamos ensaiando ou apresentando. Mas eles sabem o quanto isso nos faz felizes, nos faz Vivos! Valeu Os Bárbaros Cia de Teatro! "Comigo é assim, bola na rede! Um a zero pra nós E vai ter mais!"