Vocês, corajosos leitores deste blog, já ouviram falar de Expressionismo? Com certeza já! Vocês como eu se lembram do pintor que arrancou a própria orelha? Com certeza sim. Pesquisando no Pai, o Google, eu descobri que "O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, expressando sentimentos humanos.
Utilizando cores patéticas, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.
As principais características são a pasta grossa, martelada, áspera; técnica violenta, o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões; preferência pelo patético, trágico e sombrio.
No Expressionismo o artista utiliza a tela como um meio de comunicação para manifestar suas emoções. As cores utilizadas são fortes, chegando a ser irreais. As pinceladas eram rápidas, demonstrando enorme vitalidade". (fonte: http://www.girafamania.com.br/historia_arte/historia_arteexpressionista.html)
Um dos grandes inspiradores dos pintores expressionistas foi Van Gogh (o sem orelha). Fui assistir uma peça de teatro chamada [Outras] Histórias Reais, encenada pela Cia 4 Prata Nada, de Ribeirão Preto . A direção, dramaturgia, figurino, cenário, adereços e operação de som (ufa cansei) é do Carlos Canhameiro. Jair Correia também assina o cenário e adereços, belíssimos, por sinal.
Confesso que quase não fui assistir. Não que não fosse bom, tinha certeza que seria, mas faço parte do homem médio. Aquela platéia que senta para ver uma história ser contada, encenada, com diálogos, enfim, mostrando no palco uma quase realidade de nossas vidas. E tudo isso é o que eu não enxergava no Carlos Canhameiro. Me sentia um tanto burra.
Fui a peça porque o Cássio Pires, nosso orientador do Ademar Guerra, foi tão incisivo que não pude falar não. Obrigada Cássio. Lá, sentada na arquibancada eu pude ver e concluir sobre o que me incomodava nas peças assistidas (eu vi 2 até então). Para se conseguir ver a narrativa o espectador deve se manter a uma distância. Olhem esta figura abaixo e me digam o que ela é:
Quando se está muito próximo o que se consegue ver são as cores e os traços um tantos desordenados. As nuances, luz e sombra podem até agradar, mas você não entende o que está vendo, mas se se afastar um pouco
Conseguimos ver a paisagem. Esta é uma tela expressionista. Isso me fez entender a peça. Eu me aproximei para ver melhor os detalhes, tais como a cena maravilhosa em movimentos vagarosos, o famoso slow motion, onde os atores retiravam as camisas que usavam, como também me afastei para ver a tão procurada narrativa, lugar comum de todos nós.
Eu não sou crítica de teatro, não sou atriz profissional e demoro um pouco para entender certas coisas (não por causa da loirice). Mas gosto de descrever o que a peça, a música ou qualquer expressão de arte causa em mim. Detalhar como eu era antes e depois de assistir. Eu recomendo [Outras] Histórias Reais
Outra coisa linda na peça, que fiquei sabendo depois, é que a atriz em cena é sempre convidada. Um requisito sine qua non para sua escolha é o fato de não ter assistido a peça antes. Neste momento pensei: PutaQuePariu por que fui assistir!? Olha a pretensão! Trata-se de um PutaQuePariu ao quadrado, pois não interagi com os atores quando tive chance, mas foi por motivos matrimoniais...enfim, vão ver, e se permitam sair da mesmice.
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