A futura Prô Nilka está inspirada hoje. Vamos a aula virtual?
Estou assistindo a um vídeo enviado pelos professores da Univesp. Trata-se de um experimento feito pela professora Jane Elliot, onde ela ensina de maneira verdadeira sobre a discriminação.
Quem tiver curiosidade, procurem no YouTube: Jane Elliot Olhos Azuis. No experimento as crianças de olhos castanhos são taxadas de inferiores e burras. São proibidas de brincar com as crianças de olhos azuis, estas são superiores.
Em 15 minutos, crianças doces e gentis se tornaram criaturas abomináveis, ou como ela classificou um deles, nazistinha miserável. Eles se encontram quinze anos depois, a professora pergunta ao aluno, que se tornou terrível no experimento, "por que você queria tanto discriminar esses meninos?"
E ele respondeu: "passei a ser ruim à beça! Todas as inibições tinham ido embora, e não importava se eram meus amigos..."
Aqui eu me atrevo a lecionar algo que trago no coração. A professora Jane, ou o professor, a professora em si, são figuras de autoridade na sala de aula. Eles e elas estão ali como fonte de conhecimento, segurança e autoridade. Professora Jane com essa legitimidade autoriza os ditos superiores a agirem daquela forma. Ela era a Lei Suprema e tinha regulado quem eram melhor e quem era pior. Os inferiores que se submetessem. E isto não foi um trocadilho inocente.
Eu uma discussão com um apoiador do Bolsonaro, essa pessoa argumentou que aquele cidadão, hoje presidente, não força ninguém a fazer barbaridades, a ser homofóbico, a ser preconceituoso, ou agir de maneira equivocada, vamos assim dizer. MAS, isso, vem um mas, ele, o Bozo, o Coiso, o Bolsonaro é a nossa autoridade maior, posso não gostar da ideia, entretanto ele foi eleito e é o Presidente do Brasil!.
Assim, se ele age de uma forma que legitima, autoriza, incentiva atitudes discriminatórias, contrária a ciência, negacionista histórico, conspiracionista, or que eu, comum do povo, não posso ser/fazer da mesma maneira?
Hora do intervalo aluninhos. Cuidado com a indigestão ao pensarem no que falei.
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