Todas as manhãs eu canto a mesma música para minha filha. Fiz uma adaptação de uma música conhecida para saudar meu bebê e o novo dia que passaremos juntas. Não sou perfeita, perco a paciência com ela e isso me mata aos poucos. Estou me esforçando.
Minha filha, apesar de ter sido desmamada, o que foi mortificante para mim, me olha de maneira apaixonada mesmo tomando mamadeira. Nas raras vezes que ela aceita o peito, eu procuro curtir cada minuto com ela no colo. Com a mãozinha direita ela segura minha mão, com a esquerda ela acaricia a lateral do meu seio ou as minhas costelas.
Eu agradeço a Deus por ter me dado um presente tão valioso. Canto outras músicas pra ela, com o coração cheio de amor, e recebo dela os seus sorrisos banguelas. A sensação de que ela poderia estar com uma mãe melhor do que eu não passou. Duvido que passe.
Porem tenho a certeza de que eu a escolhi na espiritualidade para ser minha filha. Eu fui buscar a Marcela. Quero curtir cada momento com a minha menina. Quero brincar com ela. Rezo para que demore a crescer assim como diz a música Valsa para uma menininha:
"...Fique assim meu amor sem crescer, porque o mundo é ruim, e você vai sofrer de repente uma desilusão, porque a vida somente é teu bicho papão..."
Eu te amo Marcela! Vou repetir isso a você incansavelmente.
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