segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Surra Cênica

Mais um final de semana daqueles. Merus amigos de companhia teatral e eu fomos até Garça participar da Mostra Final do Ademar Guerra. Até aí tudo bem. O Júnior já esta lá desde o dia 13/11. Renanzão, Renanzinho, Fernanda e eu saímos de Prudente às 06:30hs.

Chegando lá, sem café da manhã, já começamos a posicionar o cenário pra fazer a iluminação, testamos o som, dividimos o espaço com o grupo que se apresentaria depois de nós. Oxalá, a iluminação deles era muito parecida com a nossa, graças!

Quanto soou 13hs meu estômago estava urrando no teatro e muita coisa tinha que ser feita. Fomos para o hotel, tomamos banho e descansamos um pouco. Na volta, como sempre, não deu tempo para um alongamento e o aquecimento de voz teve que ser rápido. Aquele palco imenso, eu e o Renan sofreríamos na nossa cena de corrida. E sofremos, voltei pra cena sem fôlego, bem feito gorda!

Terminada a peça eu não estava com a sensação de dever cumprido e pela cara do Júnior, senti que apanharíamos. E apanhamos! Mais que cachorro sarnento.Pra começar um círculo de cadeiras por toda a sala e nós sentados no meio desta... no chão. A sensação que eu tive foi desde "corredor polonês" até "tribunal da inquisição" Se era pra maltratar que pelo menos estivesse sentado!

Três dos debatedores usaram parte de sua denominação e bateram pra valer (esta frase é HORRÍVEL, mas não me vem algo publicável na cabeça) Disseram não entender a peça, questionaram o porquê da escolha do texto, o motivo da Nora ir até a técnica, que a apresentação não os tocou, que o texto não eram as rubricas do texto do Ibsen! Um senhor bondoso e de garbo (claro que não falei isso dele, mas quero evitar processos) declarou algo que não me recordo, o que me levou a ira foi o fato dele chamar nosso cenário e outras coisas de "Parafernália"! Sorte dele que o Júnior pediu carinhosamente para não nos manifestarmos, não nos justificarmos, que ódio!!

A impressão que tive é que violamos um texto sagrado ao desconstruir o texto de Ibsen, que para eles tem textos intocáveis, tais como Nelson Rodrigues. O que eles queriam? Que colocássemos no palco a Nora do século retrasado? Alguém, ou melhor algo que não era considerada cidadã, que não contraía dívidas e nem assinava por si? Brincadeira. Depois de conversar com o Cássio, chego a concordar que se tivéssemos agradado seria problema.

O Sérgio Ferrara fez críticas construtivas, deu dicas excelentes que só acrescentarão a nós e ao espetáculo. O crítico apontou outras coisas e ao contrário dos senhores já citados, entendeu a peça. ALELUIA! Um homem que nos assistiu em Presidente Epitácio também saiu em nossa defesa. Pediu a palavra pra isso, parecia que algo o sufocava momentos antes de advogar a nosso favor. Valeu!

Ele, o Sérgio, é um Lord. Quando eu reclamei do "parafernália" ele disse não ter ouvido e quis demover tal mágoa de minha pessoa. Querido Sérgio, a criatura que disse isso estava ao seu lado, mas valeu a tentativa de Paz.

Confesso que acompanhei um pouco os demais debates, eu queria briga, queria que eles falassem algo pra eu confrontá-los. Teve um momento em que fiquei olhando-os como minha cara simpática de sempre rsrsrs, mas nada ocorreu..

Domingo de manhã, ressaca da surra, quase fui acordada com os cânticos de uma igreja vizinha ao hotel. Nada melhor que ser acordada com os louvores ao NossoSenhorJesusCristoAmém! Assistimos a outros espetáculos, passeamos no lago entre uma apresentação e outra e voltamos para Prudente. No final valeu a pena! Rever conhecidos, ver pessoas bonitas, assistir espetáculos enriquecedores. A viagem foi uma "garcinha" kkkk


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