Olá, como vai você nesta véspera de feriado? Eu estou bem. Estou mais uma vez em Maracaí City. E duas notícias chamaram a minha atenção na internet hoje. Foram a festa de São Firmino e as manifestações no Egito.
O que elas tem em comum? Muita coisa, meu intrépido leitor. Aqui farei um parâmetro sob o aspecto feminino. O Bol traz em sua capa estas duas matérias.
Em Pamplona, norte da Espanha, acontece todos os anos a Festa de São Firmino. Não vou falar aqui das corridas com os touros, apesar de não concordar com elas e muito menos com as touradas. Falarei de uma aglomeração de gente, massa de tomate ou algo similar e muita lascívia.
O Bol traz a seguinte chamada: "Elas se jogam", trazendo imagens de mulheres sobre os ombros de homens, cercadas por inúmeros outros, que lhes acariciam, apalpam e despem seus corpos. Isso mesmo, eu disse despem. Em uma imagem uma jovem está com pelo menos cinco mãos diferentes apertando seus seios. Em outra, nota-se que além da blusa estar sendo rasgada, a calcinha da "festejante" está sendo retirada.
Sobre as egípcias algo semelhante ocorre, mas com um contexto e vontade completamente opostos. Enquanto que na Espanha as mulheres parecem se deliciar, na terra dos faraós as mulheres que saem as ruas para manifestar ou até acompanhar uma passeata religiosa estão sendo estupradas!
Os homens simplesmente cercam uma mulher e comaçam a tocar seu corpo, jogam a vítima no chão e estupram. Até os jovens declararam ir a praça para ver tal ato como se fazer sexo com uma mulher sem seu concentimento não significasse nada. Tal fato é motivo de piada.
Na praça Tahrir, Cairo, do dia 28 de junho ao dia 03 de julho foram registrados 180 casos de ataques sexuais. Estes dados não são precisos porque muitas mulheres não denunciam. É perigoso sair às ruas e hoje o que vemos de inusitado é um cordão de isolamento feito por homens usando coletes amarelos. Eles ficam ao redor do grupo de mulheres para garatirem um pouco de segurança. Entretanto em meio ao caos dificilmente este cordão de isolemento protege alguém, na minha opinião.
Intala-se a bálburdia onde muitos dos homens fingem estar auxiliando a mulher enrredada por outros homens, mas que na verdade estão cometendo a mesma violência. Usa-se inúmeras desculpas para a violência cometida, desde a falta de emprego, depressão até impedir que as mulheres se manifestem. Nesta desculpa há um cunho religioso por parte da ala muçulmana, entretanto tal fato não se confirmou.
Aí, eu, na minha pequenez, pergunto pra que fizemos a revolução, brigamos para ter liberdade e respeito, pra no final sermos apalpadas em meio a molho de tomate? As feministas radicais devem estar revirando no túmulo. E não vamos pichar pedra na Espanha, afinal, temos muitos bailes, festas, programas de TV etc e tal que conclama o respeito e a desvulgarização da mulher, não é?
Somos amplamente respeitadas pelo que pensamos e agimos e não se temos abdomen com gominhos, peitos de silicone ou a bunda igual da mulher do Belo (Deusémais). Eu não sou do tipo radical. Quer colocar silicone, beleza, vai lá, mas leia um livro. Quer ficar parecendo o Conan versão Drag, fazer o que? Mas também treine a caridade, o raciocínio e o respeito.
Mulheres, valorizem-se! Não vou me surpreender se alguma coisa parecida começar a acontecer nas manifestações aqui no Brasil. Resultado de uma nivelação baixa, rasteira, ao nível da lama, para não dizer outra coisa.
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