domingo, 2 de junho de 2013

Festival Nacional de Teatro de Tupã - Diário de bordo gol flex preto com bateria arriada

Meu final de semana foi maravilhoso com pitadas de estranheza. O grupo de teatro que faço parte, Os Bárbaros Cia de Teatro, se apresentou na terça (28/05) em Tupã no FESTAETT, Festival Nacional de Teatro de Tupã, a peça "Quando as máquinas param" de Plínio Marcos. A premiação foi sábado na mesma cidade já citada.

Meus amigos me incumbiram a doce tarefa de representar o grupo. Fui até Maracaí e de lá, Nilzo e eu fomos para Tupã. A esquisitice começou no Andorinha. Na hora de comprar passagem pra Maracaí, descobri que a citada empresa os havia retirado de circulação justo neste dia em razão da pouca procura. Questionei a atendente uma solução. Ela disse, tem ônibus amanhã. Eu lhe disse, eu preciso ir HOJE. Ela retrucou: Procure outra empresa que faça tal itinerário.Comprei passagem pra Assis e rezei para o motoca parar no trevo de Maracaí. Para tanto eu deveria solicitar a ele.

No banco em frente ao meu havia uma senhora descabelada. Ela declarou não estar sentada em seu lugar e que sairia assim que o dono chegasse. Para a minha alegria, não chegou. Pensa em uma mulher que foi falando sem parar até Maracaí. Era essa. Ela falou de um tudo, desde sapatos da Hebe Camargo que custa entre R$ 700,00 a R$ 1.200,00, mas que sua irmã que trabalhou 35 anos no Itaú, comprava por R$ 150,00. Até uma amiga que tinha as seguintes doenças: diabetes, artrite, artrose, colesterol, problemas no coração... coqueluche, fibromialgia (já estou inventando) mas a mulher tinha tanta coisa que tanto eu, como também a ouvinte da descabelada, concluímos que doente também era surda, pois Jesus chama e ela não vai! Quando estava perto do trevo de Maracaí a mulher descabelada perguntou por mim. Ela sabia que eu desceria aí, afff, ninguém merece. Eu até perdoei a pobre, porque o ônibus ia pra São Paulo, e havia saído de Presidente Epitácio. Mais coitados eram os demais passageiros. Eu desci.

A viagem até Tupã foi deliciosa. Até quando passamos por obstáculos inescrupulosos e camuflados, quase deixando o fundo do carro na estrada... foi bom. No meio do caminho havia um desvio. Um desvio para o meio da plantação de cana. E anda, e anda. Disse ao meu amorzinho (Nilzo) se este desvio não teria sido uma emboscada de algum Assassino Cereal Kellogg's (Serial Killer). Atraindo o casal para o nada e matá-los!! Já tratei de explicar para o meu namorado (que declarou nunca assistir filme de terror) o protocolo de filmes de assassinatos. Disse-lhe que o homem morre primeiro e a mocinha (no caso eu) seria torturada em uma corrida desenfreada pelo meio da cana. Tropeçando na lama, gritando em vão por socorro, até ser exterminada cruelmente. Como ele e eu sabemos o meu potencial atlético na corrida, logo eu iria pro saco também.

Chegamos em Tupã. Ficamos no Grande Hotel Tamoios. Hotel lindo!! Se eu tivesse grana eu compraria este hotel e o reformaria inteiro. Vale a pena. Os funcionários são super gentis. Me deu vontade de fazer meu casamento naquele restaurante. Eu me imaginei descendo aquela escada branca maravilhosa com este vestido de noiva:


Seria show!! Mas pra usar o vestido da sem graça Bella Swan, haja muita malhação, corre do assassino Kellogg's, corre, corre! daí em diante só foi delírio casadoiro. Foco! Festival de Teatro de Tupã! De quebra  visitamos a feira ecológica na praça, a igreja matriz e no domingo o Museu Índia Vanuíre. Nós dois, Nilzo e eu românticos, irônicos, famintos e esperançosos.

Foi muito emocionante subir ao palco para pegar as premiações que recebemos. É muita luta pra chegar até aí, muitos ensaios e até dor. Nossa família que muitas vezes sentem a falta de nossa companhia porque estamos ensaiando ou apresentando. Mas eles sabem o quanto isso nos faz felizes, nos faz Vivos! Valeu Os Bárbaros Cia de Teatro! "Comigo é assim, bola na rede! Um a zero pra nós E vai ter mais!"


Um comentário:

  1. não sabia dessa sua aventura viajalística! AHUAHUAHAHAUHAUA pelo menos, valeu a pena! :D

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