Neste final de semana eu fui para São Paulo. Fui prestar o concurso para Procurador Geral do Estado. Claro que eu não vou passar! Aí, meu caro leitor vai me dizer: “Nossa Nilka, deixa de ser pessimista!”
Meu caro e intrépido leitor amigo, foram mais de 7.000 candidatos para 105 vagas, se eu soubesse fazer contas lhe diria quanto isso dá pra cada vaga, mas posso lhe garantir que é gente pra cacete. Minha irmã também foi a São Paulo, mas ela é muito chique e foi prestar pra juiz do trabalho, desculpa aí.
Fomos com a excursão do Wesley Cotini e ficamos hospedados no Hotel Pan-americano na Rua Augusta, ui. O hotel é bom, o pessoal do Wesley e o próprio são todos gentis, preocupados e vou para por aqui porque não recebo por este merchant, ok?
Chegamos a tempo de encontrar os seres noturnos da Augusta. Tinha de um tudo! Não que de manhã, com o Sol a pino, os transeuntes desta famosa rua fossem, digamos, normais, pois não eram! Para os padrões caipiras prudentinos os normais deles são os nossos anormais, mas tudo bem.
Como estávamos mais quebradas que arroz de terceira, fomos dormir. No quarto éramos Ianara (minha maninha linda), Luiza (outra corajosa prestando o TRT) e eu. As três acabadas porque realmente moramos no interior de São Paulo. Meus caros paulistanos, interior é isso, mais de 600 km de “lonjura”, traduzindo para a língua de vocês, são seis a sete horas de viagem. Agora vocês podem se manifestar: “PQP é o C do mundo!” Não é não, respondo eu, ainda temos Rosana/SP.
Durante o dia fomos ao shopping Frei Caneca, nós almoçamos, eu conheci a escola do Wolf Maia e por curiosidade fui me informar acerca dos cursos. Quase caí de costas! Dois períodos de aulas R$ 800,00!!!! Eu nem queria mesmo. Fomos para o 6º andar ver o que rolava no teatro. Show da Bibi Ferreira, uhuuuu.... Até saber que o ingresso custava (custa) R$ 120,00. Nem queria mesmo!! Outras situações inusitadas ocorreram neste shopping, mas fica para o próximo post.
Uma idéia não me sai da cabeça depois que vi os filhos da Augusta, que é: Idade Média. Para quem estudou um pouco esta época talvez concorde, pois em espaço-tempo, a meu ver, temos pessoas simplesmente destituídas de padrões morais, higiene ou algo que se poderia chamar de fé, lá e cá. Aqueles odores misturados de gordura saturada, comida, urina e ervas dos diversos tipos (legais e ilegais). As pessoas vociferando pelas ruas quais bestas, se confraternizando, digladiando e oferecendo, tudo ali. Não consigo deixar de unir esta duas épocas tão singulares.
Das 22hs até às 01hs eu dormi bem, nessa hora os seres noturnos berraram em uníssono lá em baixo, detalhe: Eu estava no 10º andar. Quase grudei no teto do quarto. Daí em diante eu acordei de hora em hora até que tive que levantar.
Eram 05h20min, eu aguardava o café. A saída estava programada para às 06h30min. De repente surge na entrada do hotel (do lado de fora, ufa) uma Trava tamanho litro. Ela usava uma peruca rosa Pink que mais parecia um bicho atropelado e roupão branco. Pensei: esta criatura está nua! Para alívio de todos não estava, só fazia de conta abrindo e fechando o roupão. Ela estava rodeada de jovens que a paparicavam e lhe faziam às vezes de corte.
Fui para o concurso e deixei a Augusta com seus moradores noturnos em seu mundo de regras próprias.
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