quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Esperança

E fechar os olhos para melhor sentir seu toque, suas mãos
Adormecer embalada pelo seu respirar
Fazer você suspirar pelos beijos meus
E de suspiros se fazer gemidos
E de cafuné se fazer instigação
Eu terei seu cheiro em mim novamente?
Será que vou me lembrar de como é
Ser sua e de mais ninguém?
Confesso que ando sem vontade
Sem ânimo e sem esperanças
Não tenho fôlego nem para acabar este
Então fica assim...

2 comentários:

  1. Maravilhoso! Amo os seus textos...
    Vanessa Cavalcante

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  2. A doçura está na simplicidade com que dizemos: “eis o que penso, o que sou, o que sinto...” Pareceu-me ter te visto claramente neste poema. Um momento de vida transformado em arte, em criação. Quantos milhares de pessoas, lendo isto, não dirão: foi (ou é) assim comigo! A beleza da poesia é o que tocará nas pessoas, e esse poder permeia tudo que você escreve, Nil.
    A mim, sempre toca.
    Beijo carinhoso
    Lello

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