sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nilka Costa - Da cozinha pra Copa - 2ª e última Parte

Não apontarei aqui os erros do nosso técnico carismático Dunga. Também não falarei do erro do Júlio César, que saiu muito mal no lance que resultou no segundo gol do Laranja Mecânica.
Também não falarei do fato de estarmos perdendo e o professor ter demorado tanto para substituir o cavalinho-coice-duro do Felipe Melo. Muito menos sobre as cenas bizarras que assisti da Holanda na área do Brasil, sem nenhum jogador brasileiro além do goleiro, se recusando a fazer 3X1, 4X1. O que foi aquilo? Menosprezo? Creio que não. Pra mim eles já haviam ganho então não precisava humilhar.
Falarei aqui do patriotismo que vimos durante o campeonato. Nunca vi tanta bandeira do Brasil sendo vendidas como foi neste período. Bandeiras de todo tamanho, material, umas, inclusive, com o símbolo que repesenta as nossas riquezas minerais totalmente torto. Será que a milhares de bandeirinhas penduradas nos carros resistirão a eliminação? Será que nosso patriotismo chegará pujante até as urnas e será capaz de nos orientar a escolher o melhor governante? Não sei.
Há alguns anos trabalhei para um candidato a Deputado Federal, melhor dizendo, trabalhei para a esposa dele. Neste período pude ver de perto que não são os políticos que tentam comprar votos, o eleitores vão aos escritórios políticos querendo vendê-los em troca de milheiro de tijolos, consultas médicas, cestas básicas e até dentaduras!
Não estou querendo defender político, mas somente dizer que nosso amor pelo Brasil não deve se limitar a períodos de quatro em quatro anos. Sou Brasileira quando não desperdiço a água, quando não faço queimadas nos tempos de seca, quando não jogo papel no chão, quando devolvo o troco a mais que o caixa me deu, quando atravesso na faixa... quando não vendo meu voto, seja por dinheiro, favores, emprego ou mesmo dentadura.
Já disse que não falarei aqui quem foi o culpado por perdermos o mundial, não caçarei qual bruxas do período inquisitório a comissão técnica. Perdemos! Acabou! Bola pra frente, literalmente

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